segunda-feira, fevereiro 13, 2017

Palestra no Grupo Espírita Leopoldo Machado


Ontem ( 13/02/17) tivemos a honra de estar realizando palestra no Grupo Espírita Leopoldo Machado na cidade de Porciúncula-RJ. Agradeço profundamente a oportunidade concedida, rogando a Jesus abençoar a todos os trabalhadores daquele Templo de amor.








domingo, fevereiro 12, 2017

Alegria de fazer o bem




 
Andando pela rua, Leo, um garoto de nove anos, viu um senhor que parecia muito doente. Ele estava na varanda de uma casa tomando sol; muito magro, encolhia-se sob a manta que o aquecia do frio e do vento. O menino sentiu piedade ao ver-lhe os olhos tristes e, ao passar, abanou a mão cumprimentando-o:
— Bom dia, vovô! Como vai o senhor?

O velhinho pareceu surpreso com o cumprimento do garoto e arregalou os olhos, interessado:

— Bom dia, garoto! Como se chama? Sou Nilo! Venha conversar comigo! Estou tão sozinho!...

Leo lembrou-se de que precisava comprar algumas coisas para a mãe, porém achou que ainda era cedo. Então, parou e abriu o portão da casa do velhinho e entrou:
 

— Meu nome é Leo, vovô. O senhor está bem?

O ancião respirou fundo e murmurou:

— Estou muito doente, garoto. Logo não estarei
mais aqui. Acumulei tantas coisas, tantos bens!... De que me servem agora?

— É verdade. O senhor sabe que a gente não leva nada desta vida? Não adianta ter muitos bens, pois
teremos de deixá-los!

— Não havia pensado nisso, Leo. É verdade, terei de deixar tudo aqui na Terra. Mas gostaria de dar um bom uso para tudo o que tenho — disse o ancião, surpreso, olhando para o garoto.

— Então, por que não dá aos pobres? Eles certamente usarão bem tudo o que receberem.
Ouvindo o menino falar, Nilo ficou pensativo, depois achou que seria bom mesmo não ter o que deixar aos seus filhos que nunca quiseram trabalhar, sempre de olho na sua herança.

— Você tem razão, Leo. Vou pensar nisso. Afinal, meus dois filhos sempre viveram de olho na riqueza que construí na vida, e nunca quiseram fazer nada, achando que ficarão ricos quando eu morrer. Mas o que faço?

— Vovô Nilo, conheço muita gente bem pobrezinha que ficaria feliz com qualquer coisa que o senhor lhes desse — disse o garoto, após pensar um pouco.

Mais animado, Nilo concordou com ele, pedindo-lhe que o levasse até essas pessoas que nada tinham para viver. Prontamente, Leo pegou a cadeira de rodas do velhinho e levou-o para a calçada, conversando animado:

— Sabe, vovô? As pessoas vão pensar que o senhor é o Papai Noel disfarçado!

O velhinho deu risada, contente por estar saindo de casa depois de muitos meses. Queria passear um pouco, ver gente, porém sua filha sempre achava que não lhe faria bem sair à rua. Agora, ele sentia-se feliz de estar andando na calçada junto com aquele garoto tão simpático.

Como estava feliz de poder passear, Nilo quis parar numa pracinha cheia de árvores. Ficaram vendo as flores e ouvindo os passarinhos, até que Nilo achou melhor prosseguirem. Chegaram ao bairro pobre e ele viu muitas crianças brincando na rua. Lembrou-se do seu neto, que a filha nunca permitia saísse para brincar.

Pessoas sorridentes o cumprimentaram, algumas pararam para falar com ele e muitas, apressadas, acenaram com a mão a caminho do serviço. Nilo sentiu-se contente ali no meio daquelas pessoas.



— E agora, o que faremos? — indagou a Leo.

— O senhor é que sabe, vovô Nilo.
 

Então, Nilo pediu que ele chamasse as crianças, que vieram correndo, suadas de jogar bola. E o ancião disse— Gostaria de saber o que vocês precisam. Leo vai anotar na minha caderneta.

Então, as crianças foram falando das suas necessidades: um precisava de tênis, outro de livros para a escola, outros de roupas; três
precisavam de remédios para os pais doentes, e assim cada um foi falando daquilo que não tinham e que lhes fazia falta.

Após anotar tudo, Leo entregou ao velhinho a lista e ele deu um pouco do dinheiro que trazia nos bolsos para as crianças, que o abraçaram felizes agradecendo por sua bondade.

Nilo estava muito feliz, jamais se sentira tão bem! O carinho das pessoas lhe fizera muito bem, e aquele gesto de amor o envolveu, levando-o às lágrimas.

Depois ele e Leo se despediram das crianças, retornando para casa. Ao chegar, Leo o deixou na varanda e disse:

— Obrigado, vovô! Foi uma linda manhã! Viu como eles ficaram felizes?

— Vi sim. E você, Leo, o que deseja? De que precisa para ser feliz?

— Eu não preciso de nada, vovô Nilo. Eu sou feliz!...

— Como assim, não precisa de nada?!...

— Isso mesmo, vovô. Eu não preciso de nada! Só preciso ver os outros felizes! Estou tão contente por ter ajudado aquelas crianças que de nada preciso. Obrigado! Sempre desejei ajudá-las, mas não tinha nada para dar! Quando quiser passear, me ligue. Aqui está meu telefone, disse entregando-lhe um papelzinho. Estarei sempre a sua disposição, vovô.

— Não entendo, Leo!... Você deve precisar de alguma coisa! — disse o velhinho, inconformado.

— Não, vovô. Tenho de tudo! Preciso de pouco para viver: tenho roupas, calçados, livros, brinquedos e amizades! Agora, tenho a sua amizade, que é muito importante para mim! Obrigado, vovô Nilo. Se precisar de mim, me ligue.

E ambos se abraçaram, emocionados, e Leo despediu-se dele dizendo: — Que Jesus o abençoe sempre, vovô Nilo!...
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 21/11/2016.) 

Fonte: O Consolador

terça-feira, dezembro 27, 2016

O encontro inesperado

 
 
 
No tempo em que Jesus andava pelo mundo, um homem desejava muito seguir o profeta que diziam ser aquele que viera para salvar os judeus do jugo dos romanos, seus conquistadores e tiranos.
Assim, quando Josué ouvia que o Rabi estava em algum lugar ali perto, corria a encontrá-lo com a esperança de vê-lo. Mas ao chegar tinha a informação de que o Profeta ali já não estava. E desse modo prosseguia Josué sem conseguir encontrá-Lo.
Certo dia, desanimado, sentou-se pensativo, num tronco à sombra de uma árvore. Por que razão só ele não conseguia ver o Profeta, encontrar-se com Ele? Sentia falta de amor, desejava que seu coração se enchesse de afeto; no entanto, ele mesmo não amava ninguém. E Josué prosseguia falando consigo mesmo: “Nunca tive o amor de uma família. Desde pequeno fui criado por uma bondosa mulher que me acolheu em seu lar após a morte de meus pais. Cresci sentindo um grande vazio no coração. E, por isso, queria ver o Rabi, pois me disseram que todas as dores, todas as angústias, encontravam nele o remédio perfeito”.
Nesse momento, deixando que lágrimas amargas brotassem de seus olhos, viu chegar um homem. Sua presença o encantou. Era alto; deveria ter caminhado bastante, pois suas sandálias estavam sujas do pó das estradas; vestia-se simplesmente com uma túnica clara e seus gestos eram delicados; os cabelos, repartidos à nazarena, caíam sobre seus ombros e em seu belo semblante havia uma terna tristeza.
Ao fitar aqueles olhos, Josué sentiu-se atraído pelo desconhecido, cuja presença o enchia de paz. Sem conseguir falar, Josué fez um gesto para que ele se sentasse a seu lado. O homem acomodou-se, depois perguntou:
— Por que está aqui, Josué?
Aquela voz mexeu com Josué, como se acalmasse seu íntimo.
 
— Procuro o Profeta, senhor — respondeu ele, encantado com aquela presença.
 — E por que está a procurá-lo? — voltou a indagar o desconhecido.
Josué respirou fundo e respondeu, como se nada pudesse ser oculto, contando-lhe como fora sua vida, a falta de amor, a
esperança de encontrar alguém que o amasse.
O desconhecido fitou-o longamente, depois considerou:
— Josué, a esperança não é uma palavra vazia e nem representa falta de atividade. É trabalho interior constante e que exige um objetivo claro e contínuo para atingir a meta que buscamos.
— Eu sei, meu Senhor, e creio que tenho tido a paciência necessária para atingir o que desejo.
Ouvindo essas palavras, o desconhecido tornou:
— Mas paciência, Josué, representa firmeza pacífica em conseguir o que almejamos. Assim, se você quer realmente alcançar seus objetivos, trabalhe incansavelmente mantendo a luz do amor acima de tudo o mais; devote-se ao próximo e será abençoado.
— Senhor, no entanto, preciso de amor; sinto falta do carinho de uma família, de amigos...
E o desconhecido prosseguiu, com entonação de voz inesquecível:
— E o que tem feito até agora para conseguir esse amor?
— Tenho percorrido as estradas a ver se encontro alguém que possa me amar.
Então, o celeste desconhecido lhe respondeu:
— Enquanto não aprender a doar amor, nada receberá de retorno. É da Lei Divina. Doe-se aos necessitados do caminho e conseguirá o que deseja. Aprende com a água cristalina que jorra e dessedenta os viajores, sem jamais cobrar por sua generosidade. A sombra da noite é vencida pelo dia que traz a Luz. Assim também devemos agir. Aproveita todos os momentos como bênçãos enviadas por Deus para o progresso das criaturas.
— Sim, Senhor. Farei como diz. Mas, quem é você, que fala com sabedoria e cuja voz produz grande bem-estar e desejo de segui-lo sempre, não o deixando jamais?
O desconhecido ergueu-se e, antes de se afastar, murmurou:
— Eu sou Jesus!...
Ouvindo-lhe o nome, Josué ficou parado, sem conseguir mover-se. Quando se deu conta de que estava perdendo a oportunidade da sua vida, ele correu para alcançar o Mestre, mas não O encontrou mais.
Então, refletindo em tudo que ouvira da boca de Jesus, Josué entendeu que precisava modificar-se, tornando-se alguém digno de seguir ao encontro do Profeta de Nazaré.
A partir desse dia, por onde passasse, Josué aproveitava para trabalhar com amor, sem perder oportunidade de falar com as pessoas, ajudá-las e socorrê-las, certo de que era isso que o tornaria digno de, algum dia, ser um seguidor de Jesus de Nazaré. 

MEIMEI 
(Mensagem recebida por Célia X. de Camargo, em 20/10/2014.)

Fonte: O Consolador

Divórcio-Casamento

“ E Jesus, respondendo, disse lhes: pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento. “ Marcos : 10 – 5 

Comentando o dispositivo aprovado por Moisés, com referência ao divórcio, Jesus tem uma luminosa definição, dentro do assunto.
O Mestre explica sabiamente que a instituição não procedia da esfera de influenciação divina, mas sim, da dureza dos corações humanos.
Quer isso dizer que o divórcio é uma providência oriunda da maldade, a fim de que a maldade não destrua, de todo.
Por melhor defendida pelos argumentos de juízes e sociólogos, a medida, cristãmente considerada, não pode passar disso.
Esse ou aquele cônjuge movimenta o processo separacionista justificando a atitude, com a alegação de que procura evitar o pior, entretanto, isso não constitui senão trama individual, quando não representa insaciedade criminosa.
O casal que procura semelhante recurso não faz mais que adiar o resgate de um débito, agravando os esforços do pagamento, pelas suas noções de irresponsabilidade.
Desdenha-se a possibilidade de hoje, mas não se poderá fugir às imposições de amanhã.
O marido grosseiro ou a esposa ignorante são também campos de trabalho do Senhor, além dos laços poderosos do pretérito que a união conjugal evidencia.
Muita gente busca essa válvula para escapar da experiência útil, entregando-se à variedade viciosa, mas vale-se de uma medida nascida da dureza dos corações humanos e não faz mais que caminhar ao encontro de seus efeitos perniciosos.
Os que se encontram em trânsito, da animalidade para a espiritualidade, devem meditar a lição de Jesus, abandonando a preocupação de meros caçadores de prazer.


Espírito : Emmanuel Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Levantar e Seguir – Pág. 45




domingo, dezembro 25, 2016

Dia 25 de Dezembro- O dia do Natal e alguns estão tristes




Para muitos é momento de aproveitar os presentes, principalmente no caso das crianças, para outros, estarão por todo o dia sentindo-se mal pelos excessos cometidos na ceia, para ainda outros momento de ficar de "cara trunfada" pelas discussões familiares ocorridos nos preparativos ou na execução da festa natalina, contudo de um lado e talvez quase esquecidos aqueles que não gostam do Natal, ou melhor, das lembranças e emoções por ele trazidas.
Sendo uma época ou mesmo estado d'alma carregado de energias familiares, aqueles que "perderam" entes queridos, os que por algum motivo nesta curva da "longa estrada da vida" se acham solitários costumam desenvolver uma certa repulsa ao Natal. Se pararmos atentamente veremos que o número de amigos nossos que dizem sentir uma certa tristeza na época de Natal é bem considerável. Enquanto muitas famílias de fartam, alguns indivíduos espreitam a noite passar logo, apenas reservando para si o direito de ver as casas iluminadas, as pessoas cantando, o vozerio que vem de todos os lados entrecortado por gargalhadas de aparente felicidade.
Qual será o verdadeiro sentido do Natal? Como devemos entender a presença do Natal no Cristianismo atual?
Essa tristeza aparente sem causa de alguns no Natal em verdade simboliza o ato intrínseco da criatura em deparar-se com uma certa postura antagônica da maioria, que ouso dizer, não seja tão esmagadora. Aos festejos do Natal foi encorporada a postura consumista aliada a bebedeira e mesas repletas de alimentos de difícil digestão, entretanto o simbolismo mágico desta data magna da cristandade e até mesmo da humanidade e quando assim dizemos, o fazemos amparado no fato de o nascimento do menino Senhor ter dividido a humanidade em momentos distintos Antes de Cristo e Depois de Cristo. De fato o Natal divide opiniões, mas o que deve valer é realmente a essência de nos fazer repensar o verdadeiro sentido da vida, de como podemos renascer intimamente todos os dias com o Cristo para sermos melhores para todos aqueles que trafegam conosco nas aragens terrenas. O simples ato de o Natal já nos provocar pensamentos por si só já transporta nossas almas para um plano menos denso e material, posto que quando pensamos naqueles que já se foram e que nos fazem tanta falta refletimos na importância sublime do amor.
Hoje, depois das emoções febris da ceia, elevemos nosso padrão vibratório afim de meditarmos que sejam alguns minutos no firme propósito deste estado íntimo que simplesmente chamamos Natal.

Jefferson Leite

sexta-feira, dezembro 23, 2016

Palestra na Confraternização do Centro Espírita Vicente de Paulo-Patrocínio do Muriaé MG


Tivemos a grata satisfação de ontem realizar palestra na confraternização do Centro Espírita Vicente de Paulo na cidade de Patrocínio do Muriaé- MG. Mais uma vez só tenho que agradecer por todo esse carinho que tenho recebido há tantos anos.