No último dia domingo 05/05/2019 estivemos às 08h30min realizando palestra no Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo na cidade de Cardoso Moreira RJ sobre o "Dia das Mães e às 20h00min falamos na Congregação Espírita Paz e Harmonia sobre "Experiência de Quase Morte". Nossa profunda gratidão a Deus e aos amigos desses dois Templos de amor pela oportunidade:
terça-feira, maio 07, 2019
terça-feira, março 28, 2017
sexta-feira, fevereiro 17, 2017
Vida conjugal e valorização de si mesmo
Em muitos casos, o que era para ser a efetivação de um lar repleto de felicidade se converte numa fogueira escaldante repleta de lavas para os dois lados. Já se sabe desde o início das eras que viver sob o mesmo teto não é tarefa fácil, seja esse teto recoberto de gesso, telhado de zinco, telhas de barro, ou mesmo a parte superior de uma caverna. Os desafios são os mesmo só se muda o endereço e o "modus vivendi"!
As lutas diuturnas de conviver com persona diferente de si em muitos casos representa o crescimento emocional, de vez que o indivíduo desenvolve a paciência, exercita a compreensão, mas em muitos casos acaba por anular-se para "viver bem" tolerando as intempéries do cônjuge sob a alegação de felicidade. Ocorre que essa anulação em várias situações vem carregada de completa e complexa desvalorização de si mesmo, o que pode resultar na infelicidade dos dois (o que é bem pior).
E qual seria a saída?
O benfeitor Emmanuel a este respeito lecionou pelas mãos vanguardeiras de Chico Xavier:
"Quanto te seja possível, suporta a esposa incompreensiva e exigente, ainda mesmo quando surja aos teus olhos por empecilho à felicidade.
Quanto estiver ao teu alcance, tolera o companheiro áspero ou indiferente, ainda mesmo quando compareça ao teu lado, por adversário de tuas melhores esperanças.
Quanto puderes, não abandones o filho impermeável aos teus bons exemplos e aos teus sadios conselhos, ainda mesmo quando se te afigure acabado modelo de ingratidão." (Mensagem Quanto puderes-Emmanuel/Francisco Cândido Xavier. Em: Coragem).
Mas até onde se pode? Até quanto é possível?
Logicamente ninguém almeja contrair mais débitos que os que já possui na presente oportunidade reencarnatória, daí pois vivemos todos esperançosos na felicidade e perseguindo-a na forma mais justa possível. Por isso há de se fazer uma análise criteriosa no que diz respeito a vida conjugal quando em demasiado desgaste, produz desrespeito, agressividade moral, verbal ou física.
Aqueles que se acham envoltos em relacionamentos complexos em cuja convivência só acarreta sofrimento e incômodo haverão de fazer essa análise pessoal e intransferível até quando é válido arrastar um relacionamento repleto de azedume que amplia a infelicidade e por conseguinte gradualmente converte valiosas oportunidades de reajustamento em tramas cármicas do futuro.
Invariavelmente se vê casais que possuíam tudo para se completarem, todavia pela infelicidade de um ou dos dois se convertem em inimigos sob o mesmo teto. Nestes casos o que fazer?
E quando existem filhos menores nestas tramas? A responsabilidade de genitores excede a vida meramente conjugal por se tratar de compromisso espiritual assumido perante a Consciência Divina em educar e propiciar os caminhos mais seguros para o progresso do espírito que recebemos no lar e que simplesmente chamamos filho(a). Naturalmente a primeira precaução que se deve ter é de não tornar a criança moeda de troca nos conflitos entre seus pais. A tão chamada alienação parental é uma maneira mais requintada de chantagear ou de se vingar utilizando o menor para este fim. Vale sempre lembrar que existem ex esposas e esposos, mas nunca ex filhos!
Se o casal adquirir a maturidade emocional para se respeitar mesmo que os laços matrimoniais estejam desfeitos de direito, mas nem sempre de fato (muito comum em nossa sociedade atual) vale a pena evitar de passar para os filhos essa situação. O respeito ao outro deve também ser carreado do respeito a si próprio fugindo a promiscuidade sob o pretexto de "viver a vida", "recomeçar nova história" ou popularmente, "a fila anda".
Não se deve permitir para "salvar" um casamento se anular, se martirizar emocionalmente sofrendo com palavras insistentes continuadas que ferem e provocam feridas difíceis de fechar, pois em verdade só se está "varrendo a poeira para debaixo do tapete". O término de uma relação deve ser encarado se não houver maneiras de evitar este término, como algo necessário ao reajuste de ambos e manutenção do respeito para que os dois cresçam e não se arrastem pelas vielas do desequilíbrio psico sócio espiritual. Recordemos a mensagem de Emmanuel "quanto puderes", mas se ao final desta análise criteriosa perceber-se impossibilitado, conserva a tranquilidade e o respeito evitando o escárnio, o escândalo e as agressões de qualquer monta ou natureza. Cultiva a paz nas hora mais difíceis e verás que a atitude que tomardes, será sempre a menos pior, muito embora nem sempre lhe pareça a mais acertada.
Jefferson Leite
segunda-feira, fevereiro 13, 2017
Palestra no Grupo Espírita Leopoldo Machado
Ontem ( 13/02/17) tivemos a honra de estar realizando palestra no Grupo Espírita Leopoldo Machado na cidade de Porciúncula-RJ. Agradeço profundamente a oportunidade concedida, rogando a Jesus abençoar a todos os trabalhadores daquele Templo de amor.
domingo, fevereiro 12, 2017
Alegria de fazer o bem
Andando pela rua, Leo, um garoto de nove anos, viu um senhor que parecia muito doente. Ele estava na varanda de uma casa tomando sol; muito magro, encolhia-se sob a manta que o aquecia do frio e do vento. O menino sentiu piedade ao ver-lhe os olhos tristes e, ao passar, abanou a mão cumprimentando-o:
— Bom dia, vovô! Como vai o senhor?
O velhinho pareceu surpreso com o cumprimento do garoto e arregalou os olhos, interessado: — Bom dia, garoto! Como se chama? Sou Nilo! Venha conversar comigo! Estou tão sozinho!... Leo lembrou-se de que precisava comprar algumas coisas para a mãe, porém achou que ainda era cedo. Então, parou e abriu o portão da casa do velhinho e entrou:
Ouvindo o menino falar, Nilo ficou pensativo, depois achou que seria bom mesmo não ter o que deixar aos seus filhos que nunca quiseram trabalhar, sempre de olho na sua herança.
— Você tem razão, Leo. Vou pensar nisso. Afinal, meus dois filhos sempre viveram de olho na riqueza que construí na vida, e nunca quiseram fazer nada, achando que ficarão ricos quando eu morrer. Mas o que faço? — Vovô Nilo, conheço muita gente bem pobrezinha que ficaria feliz com qualquer coisa que o senhor lhes desse — disse o garoto, após pensar um pouco. Mais animado, Nilo concordou com ele, pedindo-lhe que o levasse até essas pessoas que nada tinham para viver. Prontamente, Leo pegou a cadeira de rodas do velhinho e levou-o para a calçada, conversando animado: — Sabe, vovô? As pessoas vão pensar que o senhor é o Papai Noel disfarçado! O velhinho deu risada, contente por estar saindo de casa depois de muitos meses. Queria passear um pouco, ver gente, porém sua filha sempre achava que não lhe faria bem sair à rua. Agora, ele sentia-se feliz de estar andando na calçada junto com aquele garoto tão simpático. Como estava feliz de poder passear, Nilo quis parar numa pracinha cheia de árvores. Ficaram vendo as flores e ouvindo os passarinhos, até que Nilo achou melhor prosseguirem. Chegaram ao bairro pobre e ele viu muitas crianças brincando na rua. Lembrou-se do seu neto, que a filha nunca permitia saísse para brincar. Pessoas sorridentes o cumprimentaram, algumas pararam para falar com ele e muitas, apressadas, acenaram com a mão a caminho do serviço. Nilo sentiu-se contente ali no meio daquelas pessoas. — E agora, o que faremos? — indagou a Leo. — O senhor é que sabe, vovô Nilo.
Após anotar tudo, Leo entregou ao velhinho a lista e ele deu um pouco do dinheiro que trazia nos bolsos para as crianças, que o abraçaram felizes agradecendo por sua bondade.
Nilo estava muito feliz, jamais se sentira tão bem! O carinho das pessoas lhe fizera muito bem, e aquele gesto de amor o envolveu, levando-o às lágrimas.
Depois ele e Leo se despediram das crianças, retornando para casa. Ao chegar, Leo o deixou na varanda e disse:
— Obrigado, vovô! Foi uma linda manhã! Viu como eles ficaram felizes?
— Vi sim. E você, Leo, o que deseja? De que precisa para ser feliz?
— Eu não preciso de nada, vovô Nilo. Eu sou feliz!...
— Como assim, não precisa de nada?!...
— Isso mesmo, vovô. Eu não preciso de nada! Só preciso ver os outros felizes! Estou tão contente por ter ajudado aquelas crianças que de nada preciso. Obrigado! Sempre desejei ajudá-las, mas não tinha nada para dar! Quando quiser passear, me ligue. Aqui está meu telefone, disse entregando-lhe um papelzinho. Estarei sempre a sua disposição, vovô.
— Não entendo, Leo!... Você deve precisar de alguma coisa! — disse o velhinho, inconformado.
— Não, vovô. Tenho de tudo! Preciso de pouco para viver: tenho roupas, calçados, livros, brinquedos e amizades! Agora, tenho a sua amizade, que é muito importante para mim! Obrigado, vovô Nilo. Se precisar de mim, me ligue.
E ambos se abraçaram, emocionados, e Leo despediu-se dele dizendo: — Que Jesus o abençoe sempre, vovô Nilo!...
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 21/11/2016.)
Fonte: O Consolador
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sábado, janeiro 07, 2017
terça-feira, dezembro 27, 2016
O encontro inesperado
No tempo em que Jesus andava pelo mundo, um homem desejava muito seguir o profeta que diziam ser aquele que viera para salvar os judeus do jugo dos romanos, seus conquistadores e tiranos.
Assim, quando Josué ouvia que o Rabi estava em algum lugar ali perto, corria a encontrá-lo com a esperança de vê-lo. Mas ao chegar tinha a informação de que o Profeta ali já não estava. E desse modo prosseguia Josué sem conseguir encontrá-Lo.
Certo dia, desanimado, sentou-se pensativo, num tronco à sombra de uma árvore. Por que razão só ele não conseguia ver o Profeta, encontrar-se com Ele? Sentia falta de amor, desejava que seu coração se enchesse de afeto; no entanto, ele mesmo não amava ninguém. E Josué prosseguia falando consigo mesmo: “Nunca tive o amor de uma família. Desde pequeno fui criado por uma bondosa mulher que me acolheu em seu lar após a morte de meus pais. Cresci sentindo um grande vazio no coração. E, por isso, queria ver o Rabi, pois me disseram que todas as dores, todas as angústias, encontravam nele o remédio perfeito”.
Nesse momento, deixando que lágrimas amargas brotassem de seus olhos, viu chegar um homem. Sua presença o encantou. Era alto; deveria ter caminhado bastante, pois suas sandálias estavam sujas do pó das estradas; vestia-se simplesmente com uma túnica clara e seus gestos eram delicados; os cabelos, repartidos à nazarena, caíam sobre seus ombros e em seu belo semblante havia uma terna tristeza.
Ao fitar aqueles olhos, Josué sentiu-se atraído pelo desconhecido, cuja presença o enchia de paz. Sem conseguir falar, Josué fez um gesto para que ele se sentasse a seu lado. O homem acomodou-se, depois perguntou:
— Por que está aqui, Josué?
Aquela voz mexeu com Josué, como se acalmasse seu íntimo.
O desconhecido fitou-o longamente, depois considerou:
— Josué, a esperança não é uma palavra vazia e nem representa falta de atividade. É trabalho interior constante e que exige um objetivo claro e contínuo para atingir a meta que buscamos.
— Eu sei, meu Senhor, e creio que tenho tido a paciência necessária para atingir o que desejo.
Ouvindo essas palavras, o desconhecido tornou:
— Mas paciência, Josué, representa firmeza pacífica em conseguir o que almejamos. Assim, se você quer realmente alcançar seus objetivos, trabalhe incansavelmente mantendo a luz do amor acima de tudo o mais; devote-se ao próximo e será abençoado.
— Senhor, no entanto, preciso de amor; sinto falta do carinho de uma família, de amigos...
E o desconhecido prosseguiu, com entonação de voz inesquecível:
— E o que tem feito até agora para conseguir esse amor?
— Tenho percorrido as estradas a ver se encontro alguém que possa me amar.
Então, o celeste desconhecido lhe respondeu:
— Enquanto não aprender a doar amor, nada receberá de retorno. É da Lei Divina. Doe-se aos necessitados do caminho e conseguirá o que deseja. Aprende com a água cristalina que jorra e dessedenta os viajores, sem jamais cobrar por sua generosidade. A sombra da noite é vencida pelo dia que traz a Luz. Assim também devemos agir. Aproveita todos os momentos como bênçãos enviadas por Deus para o progresso das criaturas.
— Sim, Senhor. Farei como diz. Mas, quem é você, que fala com sabedoria e cuja voz produz grande bem-estar e desejo de segui-lo sempre, não o deixando jamais?
O desconhecido ergueu-se e, antes de se afastar, murmurou:
— Eu sou Jesus!...
Ouvindo-lhe o nome, Josué ficou parado, sem conseguir mover-se. Quando se deu conta de que estava perdendo a oportunidade da sua vida, ele correu para alcançar o Mestre, mas não O encontrou mais.
Então, refletindo em tudo que ouvira da boca de Jesus, Josué entendeu que precisava modificar-se, tornando-se alguém digno de seguir ao encontro do Profeta de Nazaré.
A partir desse dia, por onde passasse, Josué aproveitava para trabalhar com amor, sem perder oportunidade de falar com as pessoas, ajudá-las e socorrê-las, certo de que era isso que o tornaria digno de, algum dia, ser um seguidor de Jesus de Nazaré.
MEIMEI
(Mensagem recebida por Célia X. de Camargo, em 20/10/2014.)
Fonte: O Consolador
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Divórcio-Casamento
“ E Jesus, respondendo, disse lhes: pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento. “ Marcos : 10 – 5
Comentando o dispositivo aprovado por Moisés, com referência ao divórcio, Jesus tem uma luminosa definição, dentro do assunto.
O Mestre explica sabiamente que a instituição não procedia da esfera de influenciação divina, mas sim, da dureza dos corações humanos.
Quer isso dizer que o divórcio é uma providência oriunda da maldade, a fim de que a maldade não destrua, de todo.
Por melhor defendida pelos argumentos de juízes e sociólogos, a medida, cristãmente considerada, não pode passar disso.
Esse ou aquele cônjuge movimenta o processo separacionista justificando a atitude, com a alegação de que procura evitar o pior, entretanto, isso não constitui senão trama individual, quando não representa insaciedade criminosa.
O casal que procura semelhante recurso não faz mais que adiar o resgate de um débito, agravando os esforços do pagamento, pelas suas noções de irresponsabilidade.
Desdenha-se a possibilidade de hoje, mas não se poderá fugir às imposições de amanhã.
O marido grosseiro ou a esposa ignorante são também campos de trabalho do Senhor, além dos laços poderosos do pretérito que a união conjugal evidencia.
Muita gente busca essa válvula para escapar da experiência útil, entregando-se à variedade viciosa, mas vale-se de uma medida nascida da dureza dos corações humanos e não faz mais que caminhar ao encontro de seus efeitos perniciosos.
Os que se encontram em trânsito, da animalidade para a espiritualidade, devem meditar a lição de Jesus, abandonando a preocupação de meros caçadores de prazer.
Espírito : Emmanuel Psicografia : Francisco Cândido Xavier Livro : Levantar e Seguir – Pág. 45
domingo, dezembro 25, 2016
Dia 25 de Dezembro- O dia do Natal e alguns estão tristes
Para muitos é momento de aproveitar os presentes, principalmente no caso das crianças, para outros, estarão por todo o dia sentindo-se mal pelos excessos cometidos na ceia, para ainda outros momento de ficar de "cara trunfada" pelas discussões familiares ocorridos nos preparativos ou na execução da festa natalina, contudo de um lado e talvez quase esquecidos aqueles que não gostam do Natal, ou melhor, das lembranças e emoções por ele trazidas.
Sendo uma época ou mesmo estado d'alma carregado de energias familiares, aqueles que "perderam" entes queridos, os que por algum motivo nesta curva da "longa estrada da vida" se acham solitários costumam desenvolver uma certa repulsa ao Natal. Se pararmos atentamente veremos que o número de amigos nossos que dizem sentir uma certa tristeza na época de Natal é bem considerável. Enquanto muitas famílias de fartam, alguns indivíduos espreitam a noite passar logo, apenas reservando para si o direito de ver as casas iluminadas, as pessoas cantando, o vozerio que vem de todos os lados entrecortado por gargalhadas de aparente felicidade.
Qual será o verdadeiro sentido do Natal? Como devemos entender a presença do Natal no Cristianismo atual?
Essa tristeza aparente sem causa de alguns no Natal em verdade simboliza o ato intrínseco da criatura em deparar-se com uma certa postura antagônica da maioria, que ouso dizer, não seja tão esmagadora. Aos festejos do Natal foi encorporada a postura consumista aliada a bebedeira e mesas repletas de alimentos de difícil digestão, entretanto o simbolismo mágico desta data magna da cristandade e até mesmo da humanidade e quando assim dizemos, o fazemos amparado no fato de o nascimento do menino Senhor ter dividido a humanidade em momentos distintos Antes de Cristo e Depois de Cristo. De fato o Natal divide opiniões, mas o que deve valer é realmente a essência de nos fazer repensar o verdadeiro sentido da vida, de como podemos renascer intimamente todos os dias com o Cristo para sermos melhores para todos aqueles que trafegam conosco nas aragens terrenas. O simples ato de o Natal já nos provocar pensamentos por si só já transporta nossas almas para um plano menos denso e material, posto que quando pensamos naqueles que já se foram e que nos fazem tanta falta refletimos na importância sublime do amor.
Hoje, depois das emoções febris da ceia, elevemos nosso padrão vibratório afim de meditarmos que sejam alguns minutos no firme propósito deste estado íntimo que simplesmente chamamos Natal.
Jefferson Leite
sexta-feira, dezembro 23, 2016
Palestra na Confraternização do Centro Espírita Vicente de Paulo-Patrocínio do Muriaé MG
Tivemos a grata satisfação de ontem realizar palestra na confraternização do Centro Espírita Vicente de Paulo na cidade de Patrocínio do Muriaé- MG. Mais uma vez só tenho que agradecer por todo esse carinho que tenho recebido há tantos anos.
terça-feira, dezembro 29, 2015
Voltando para casa
Um velho estava sentado num jardim descansando das atividades diurnas. Com satisfação, o ancião aspirava o perfume das flores quando viu aproximar-se um rapazinho dos seus catorze anos que se sentou num banco próximo.
Maltrapilho, o garoto mostrava-se triste e desanimado.
O que estaria fazendo o garoto na rua àquele horário? Estava anoitecendo e as pessoas passavam apressadas rumo aos seus lares.
Condoído, o bondoso velhinho acercou-se dele puxando conversa. Dentro em pouco ficou sabendo que o menino abandonara o lar desejando viver por sua conta. Então, perguntou ao garoto com voz serena:
— Você gosta de histórias?
A um sinal afirmativo do rapazinho, ele informou:
— Pois vou contar-lhe uma história que nos foi deixada por Jesus há quase dois mil anos.
E o velhinho principiou a contar, ante os olhos atentos do menino:
Vendo-se livre da autoridade paterna, o rapaz, que não era muito ajuizado, gastou tudo o que possuía com bebidas, mulheres e jogos. Quando percebeu, era tarde demais. Estava na mais absoluta miséria. Não tinha onde dormir ou o que comer.
Nessa época, uma grande seca assolou a região e a fome alastrou-se. Sem recursos, o rapaz pediu ajuda a um homem daquele país a quem contou suas desventuras e, condoído, ele o enviou para seus campos a fim de guardar porcos.
— Já sei o que farei. Voltarei para casa e direi ao meu pai: Pai, eu pequei contra o céu e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado seu filho. Mas, se me aceitar, eu serei um simples empregado em sua casa.
E o filho disse a seu pai:
— Pai, eu pequei contra o céu e diante do senhor e não sou digno de ser chamado seu filho. Ficaria contente se me aceitasse como um empregado da sua casa.
O generoso pai, que nunca deixara de amar o filho, ordenou aos empregados:
— Tragam a melhor roupa para meu filho! Coloquem o anel em seu dedo e sandálias em seus pés. Façamos uma festa e alegremo-nos, porque este meu filho estava perdido e foi achado, estava morto e reviveu!
E assim foi feito. Quando o filho mais velho voltou do campo e ouviu som de música e de festa, perguntou a um dos servos o que estava acontecendo. O servo explicou: Seu irmão voltou são e salvo e seu pai mandou matar um boi novo e gordo para festejar a volta dele.
Indignado e cheio de ciúme, o filho mais velho não quis entrar em casa. O pai, avisado do que estava ocorrendo, foi encontrar-se com ele, e o filho mostrou sua revolta:
— Pai! Há muitos anos eu o sirvo fazendo todas as suas vontades e nunca ganhei nem um cabrito para festejar com meus amigos. No entanto, meu irmão, que gastou seu dinheiro em prazeres, é recebido com uma grande festa?!...
O bondoso pai, desejando incliná-lo à bondade e ao perdão, disse-lhe:
— Meu filho, você está sempre comigo e tudo o que é meu lhe pertence também. Mas é justo que nos alegremos com a volta do seu irmão, que estava perdido e foi achado, estava morto e reviveu para nosso convívio e alegria.
*
A noite caíra por completo e aos poucos as luzes da praça foram se acendendo.
O velho calou-se. O rapazinho, que permanecera pensativo, suspirou. Com ar profundamente compreensivo, virou-se para o velhinho, murmurando com voz comovida:
— Entendi a mensagem. O senhor conseguiu convencer-me. Retornarei para casa. Meus pais devem estar preocupados com minha ausência e sei que ficarão felizes ao me rever.
Levantou-se e, estendendo a mão para o velhinho, concluiu com lágrimas nos olhos:
— Obrigado. Afinal, não há melhor lugar do que a nossa casa, e não há problema que um pouco de compreensão e boa vontade não consiga resolver.
TIA CÉLIA
Fonte: O Consolador
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sábado, dezembro 12, 2015
Tocando em frente
Vale a pena assistir. Além de linda música e interpretação ao final o autor declara ser uma psicografia.
Espero que gostem:
sábado, novembro 28, 2015
Os idosos e a solidão
Muito frequente tenho atendido pessoas idosas que reclamam de falta de atenção por parte de seus familiares. Esses idosos, pessoas que deram sua contribuição na formação de um mundo melhor, ou pelo menos de um lar melhor e hoje se acham em muitos casos abandonados. Somos criados por um Deus perfeito, justo e bom, portanto ele nos fez com os mesmos requisitos, se talvez cometemos erros o objetivo sempre é o melhor.
Naturalmente a pessoa idosa em sua maioria não é dotada do mesmo ritmo, do mesmo conhecimento tecnológico, por isso muitas vezes para os mais jovens parece incomodo o diálogo, as histórias repetidamente contadas, enfim os verbetes "fora de moda". O choque de faixas etárias é quase sempre o motivo do afasatamento da pessoas idosa, fazenda dela não inclusa nos programas diários da família, por isso apesar de morar numa casa com várias pessoas, o idoso se sente só.
Esse estado mental da pessoa idosa requer cuidados mais específicos, requer maior atenção, pois além da fragilidade física, dos passos lentos, da voz embargada, possui um psiquismo cansado ante os entraves de muitas décadas superadas, vencidas, mas que deixaram profundas marcas no acervo psicológico.
Sob a má compreensão dessa fragilidade característica da idade, filhos, netos descendentes alegam que a pessoa idosa está "fazendo chantagem" e vão deixando que essa distância aumente a tal ponto que essa pessoa veja tudo acontecer sob seus olhos, muito embora pareça não fazer parte de nada no contexto familiar.
O isolamento por sentir preterido não tarda a aparecer carregando em si o estado de melâncolia, a depressão e as síndromes variadas, os traumas da idade madura, enfim o desconforto. Quando esse idoso não se vê parte integrante do lar, geralmente foge para um cômodo da casa que geralmente não é a sala de TV, pois seus gostos televisivos não são o da maioria da família, sendo assim ele é privado de certos prazeres tão simples como uma conversa sadia, ou mesmo assistir a um programa preferido de televisão. O idoso não quer coisas fora da possibilidade, quer carinho e atenção, deseja não ficar limitado a um quarto, a uma cama como quem espera "apenas o desencarne chegar".
Acostumado aos reveses da vida, o idoso não exige, acaba na maioria das vezes aceitando certas situações impositivas e se calando diante da "força da idade" dos mais jovens que ainda não aprenderam a respeitar a experiência e o valor dos esforços daqueles que se dedicaram profundamente para terem um envelhecer mais seguro e feliz.
O isolamento por sentir preterido não tarda a aparecer carregando em si o estado de melâncolia, a depressão e as síndromes variadas, os traumas da idade madura, enfim o desconforto. Quando esse idoso não se vê parte integrante do lar, geralmente foge para um cômodo da casa que geralmente não é a sala de TV, pois seus gostos televisivos não são o da maioria da família, sendo assim ele é privado de certos prazeres tão simples como uma conversa sadia, ou mesmo assistir a um programa preferido de televisão. O idoso não quer coisas fora da possibilidade, quer carinho e atenção, deseja não ficar limitado a um quarto, a uma cama como quem espera "apenas o desencarne chegar".
Acostumado aos reveses da vida, o idoso não exige, acaba na maioria das vezes aceitando certas situações impositivas e se calando diante da "força da idade" dos mais jovens que ainda não aprenderam a respeitar a experiência e o valor dos esforços daqueles que se dedicaram profundamente para terem um envelhecer mais seguro e feliz.
Vi pessoas idosas que frequentavam todos os dias a "Casa do Idoso" local onde funcionava o Programa Municipal de Saúde do Idoso (FELIZ IDADE) onde tive a honra de coordenar. Esses idosos se agrupavam de acordo com suas simpatias e lá iam somente para conversarem, passavam horas e horas. Os que moravam mais perto iam várias vezes por dia "bater o ponto". Sorriso estampado, gestos mais rápidos, tudo era sintonia de qualidade de vida.
Quantas e quantas vezes me perdia observando aquele universo maravilhoso de quem muito já fez na vida e nada mais pede que uma pequena fração de carinho e atenção. Nesta inversão de valores, com a dificuldade dos jovens ingressarem no mercado de trabalho, tem crescido o endividamento dos idosos que acabam com seus poucos proventos comprometendo boa partes destes com empréstimos. Podemos dizer hoje, que em muitos lares o idoso com sua aposentadoria, depois de ter empregado toda sua força física e mental, continua sendo o provedor do lar. Vejo também esta situação atípica como mais um agravante para o estado emocional da pessoa idosa que quando deveria merecidamente repousar da correria da vida, acaba mantendo as mesmas preocupações econômicas de quando era mão de obra economicamente ativa. Isso sem contar os cálculos severos dos governos que cada dia tornam a aposentadoria um "direito" mais distante da população brasileira, chegando a crueldade de permitir que a maioria dos contribuintes não chegue a gozar com saúde da prerrogativa de se aposentar. Quando falamos em aposentadoria, não me refiro a inatividade, termo que inclusive acho deprimente, pois traz um sentido de paralisia ante a vida, mas a aposentadoria como direito líquido e certo de depois de anos em esforços continuados poder colher um pouco do que foi plantado. Em muitos lares, os idosos são mantidos para arcar com as despesas da casa, pois se assim não o fosse muitos já estariam relegados a uma instituição de internação que merecem nosso respeito e admiração, muito embora para quem abandone um idoso seu, penso que merecem nossa precupação, pois são almas mais que doentes.
Enquanto cristãos, devemos observar atentamente cada gesto dos idosos que se acham a nossa volta, pois dada sua fragilidade psíquica uma palavra pode ser geradora de determinados constragimentos. Para com nossos idosos fica a mensagem sólida do texto bíblico: " Honra teu pai e tua mãe" (Êxodo 20:12).
Jefferson Leite
Quantas e quantas vezes me perdia observando aquele universo maravilhoso de quem muito já fez na vida e nada mais pede que uma pequena fração de carinho e atenção. Nesta inversão de valores, com a dificuldade dos jovens ingressarem no mercado de trabalho, tem crescido o endividamento dos idosos que acabam com seus poucos proventos comprometendo boa partes destes com empréstimos. Podemos dizer hoje, que em muitos lares o idoso com sua aposentadoria, depois de ter empregado toda sua força física e mental, continua sendo o provedor do lar. Vejo também esta situação atípica como mais um agravante para o estado emocional da pessoa idosa que quando deveria merecidamente repousar da correria da vida, acaba mantendo as mesmas preocupações econômicas de quando era mão de obra economicamente ativa. Isso sem contar os cálculos severos dos governos que cada dia tornam a aposentadoria um "direito" mais distante da população brasileira, chegando a crueldade de permitir que a maioria dos contribuintes não chegue a gozar com saúde da prerrogativa de se aposentar. Quando falamos em aposentadoria, não me refiro a inatividade, termo que inclusive acho deprimente, pois traz um sentido de paralisia ante a vida, mas a aposentadoria como direito líquido e certo de depois de anos em esforços continuados poder colher um pouco do que foi plantado. Em muitos lares, os idosos são mantidos para arcar com as despesas da casa, pois se assim não o fosse muitos já estariam relegados a uma instituição de internação que merecem nosso respeito e admiração, muito embora para quem abandone um idoso seu, penso que merecem nossa precupação, pois são almas mais que doentes.
Jefferson Leite
segunda-feira, novembro 23, 2015
"Uma razão para viver"
Palestra realizada ontem na Sociedade Colatinense de Estudos Espíritas- Colatina ES
domingo, novembro 01, 2015
Visita ao hospital
Era um lindo dia de sol, depois de uma semana de chuvas e névoas. Júlia, de dez anos, não via a hora de correr para brincar com seus amiguinhos, aproveitando o calorzinho agradável.
Assim, como fosse sábado e não tivesse que ir para a escola estudar, Júlia costumava reunir-se com seus amigos para brincar em uma pracinha da rua.
Aos poucos eles foram chegando, risonhos. Era um momento de alegria para todos eles. Logo, estavam todos na praça. Roberto levara sua bola; Helena, um jogo novo e Carlos, seus patins. Enfim, cada um viera trazendo o que mais gostava, até uma bola de futebol.
Entrando num acordo, resolveram que iriam jogar futebol, pois mesmo as meninas gostavam desse jogo. Assim, fizeram dois times, escolheram a posição de cada um e iam começar o jogo, quando Júlia se lembrou de algo e fez um sinal com a mão.
— Ah, Júlia! Logo agora que íamos começar! O que aconteceu? — gritou Roberto do outro lado do campo.
A menina saiu do seu lugar e foi conversar com os demais:
— Gente, eu peço-lhes desculpas, mas...
— Mas o quê? Fala logo, pois estamos perdendo tempo, Júlia! — gritou Carlos, afobado.
Tristonha, a garota esclareceu:
— Estive pensando na Andreia. Ela sempre está conosco e hoje não pode vir porque caiu e se machucou, além de quebrar a perna. Está no hospital. Não seria bom irmos visitá-la?
— Está falando sério? Vamos deixar o futebol para visitar uma doente? — retrucou Helena, irritada com Júlia.
A menina ouviu as reclamações dos amigos e, olhando cada um deles, explicou com lágrimas nos olhos:
— Eu sei que todos querem jogar bola ou fazer qualquer outra coisa, mas estive pensando. E se fosse um de nós que estivesse no hospital, sentindo dores, triste por não poder sair, tomando remédios amargos e sem fazer nada! Não ficaria contente por receber a visita dos amigos? Jesus nos ensinou que devemos fazer ao próximo o que queremos que eles nos façam, não é?
Cada um sentiu na pele as palavras de Júlia e, mesmo sem querer, começaram a se imaginar também no hospital, presos a um leito, sem poder sair e se divertir. E, o pior, sem poder ver os amigos! Trocaram um olhar indeciso, até que concordaram com Júlia:
— Está bem, Júlia. Você ganhou. Realmente ela deve estar precisando dos amigos. Mas não seria bom irmos de mãos abanando. O que sugerem? — indagou Roberto.
Todos ficaram calados pensando. Até que alguém sugeriu levar um chocolate.
— Está certo. Mas, então, vamos para casa e depois nos encontramos aqui com o que conseguimos para alegrá-la. Afinal, amanhã é o Dia das Crianças!
Assim, combinaram se encontrar dentro de meia hora e cada um foi para sua casa. Ao voltarem, satisfeitos, foram para o hospital, que não ficava muito longe dali. Cada um levava uma coisa diferente. Ao chegar, perguntaram o número do quarto e se dirigiram para lá. Bateram na porta delicadamente, e entraram.
— Logo você estará conosco, Andreia. Olhe, trouxe-lhe um livro. Espero que goste!
— Vou adorar, Júlia. Gosto muito de ler e aqui não tem nada. Como estou na área de ortopedia e precisei fazer uma cirurgia, sinto falta de ter algo para ler.
Assim, cada um aproximou-se dela entregando-lhe o que trouxera: um jogo, pacote de bolachas, revista de palavras cruzadas, balas, chocolates. Enfim, ao ver tantos pacotes, a doente deu risada, feliz da vida:
— Gente, não precisava tudo isso! Só a presença de vocês era suficiente. Na verdade, sentia falta de conversar, já que brincar não posso. Obrigada! Vocês me deram uma prova de amizade. Afinal, deixaram de brincar para vir me visitar.
Os visitantes trocaram um olhar e Roberto reconheceu:
— Andreia, foi Júlia quem teve a ideia de virmos visitá-la. De início, não gostamos muito, pois íamos jogar futebol. Mas ela nos fez entender a importância de virmos aqui para vê-la. Afinal, você é nossa amiga!
— Agradeço-lhes. Mas, se não se incomodarem, vou repartir com outros amigos, os pacientes deste quarto, o que trouxeram. Alguns moram em outras cidades e as famílias demoram a visitá-los.
Só então eles olharam em torno e viram que mais três carinhas acompanhavam a conversa e seus olhos brilhavam diante de tantas guloseimas que Andreia ganhara.
Naquele instante ficaram emocionados com a generosidade de Andreia, que queria dividir com eles o que ganhara.
Passaram uma hora de alegria, conhecendo os outros pacientes e seus problemas, os quais, apesar de estarem internados, não demonstravam tristeza e estavam felizes por ter gente para conversar.
Retornando para casa, eles sentiam-se tão contentes por essa experiência que resolveram: todas as semanas gastariam um pouco do seu tempo para fazer visitas ao hospital e alegrar os pacientes.
MEIMEI
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 10/08/15.)
Fonte: O Consolador
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