domingo, março 03, 2013

Ex goleiro Bruno poderá ser o próximo Gil Rugai?


Decisão sobre prisão domiciliar prevista para quarta-feira (6) pode tirar jogador do presídio Nelson Hungria, onde está desde 2010. "Ele será o próximo Gil Rugai", acredita defensor.

Após três meses, o ex-goleiro Bruno Fernandes, acusado de planejar a morte de Eliza Samudio , volta para o banco dos réus com o uniforme vermelho da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), nesta segunda-feira (4), em Contagem, na Grande Belo Horizonte. Para a defesa, que aguarda decisão sobre prisão domiciliar do jogador na próxima quarta (6), Bruno poderá se livrar do uniforme e das algemas ainda durante seu julgamento. Tiago Lenoir, um dos três defensores do réu, afirmou ao iG na sexta-feira (1º) que Bruno “entra preso no júri”, no entanto, se beneficiado por um habeas corpus, “deixará o fórum pela porta da frente".


“Ele será o próximo Gil Rugai ”, diz Lenoir comparando Bruno ao ex-seminarista que foi condenado pelas mortes do pai e madrasta, em São Paulo. Embora Rugai tenha sido condenado a mais de 33 anos de prisão pelo duplo homicídio, réu primário, ele responde em liberdade beneficiado por um recurso que tramita no Supremo Tribunal Federal. “Bruno chega segunda-feira algemado e uniformizado. Se ganharmos na quarta, ele sai pela porta da frente no final da sessão”.

Relembre o caso do Gil Rugai aqui


As leis de um país devem refletir o estágio evolutivo do psiquismo de boa parte de seus habitantes. Inegável a necessidade de reformas em face das leis penais do Brasil. Em casos que a mídia fomenta informações geralmente partindo da premissa de que o corpo de sentença é uma manifestação democrática onde o povo julga o réu de crimes contra a vida e que, não exige saber em ciências jurídicas para tal fim, a influência emocional pode exercer determinados posicionamentos preconcebidos nos jurados, fazendo condenar o réu em tela, antes mesmo de iniciado, Juri Popular, outrossim não podemos ignorar as "brechas" da lei a serem utilizadas pela defesa dos acusados. O caso do ex seminarista reproduziu com fidelidade quando apesar da vontade popular de punir, surge o dispositivo legal beneficiando o condenado. As atenções de boa parte do país e até do  mundo se voltarão amanhã para o julgamento do ex goleiro Bruno acusado de tramar o assassinato da modelo Eliza Samudio, mãe de seu filho. É tempo de enquanto sociedade organizada repensarmos e pressionarmos nossos legisladores para que nosso sistema penal seja revisto, porquanto uma sociedade justa deve por si só a busca pela promoção da justiça.



Jefferson Leite


A saudade de quem


Recebe a faina, flor
Que dos teus lábios jorram...
Salpicas ternas gotículas
Do santíssimo manjar do amor
Esplêndida forma dos passos
Na reta direção que envolve a destra
Sofreste a ruptura dos laços
Na dor, sobre dor que te fizera mestra
Por derradeiro, teu passado fica
Nas agruras que o tempo não levou
Na liberdade do suor em bica,
Da saudade de quem não chegou.

Jefferson Leite

Jovem esquarteja a própria mãe e posta foto da cabeça



Foto: Reprodução/dailymail.co.uk


A foto de um jovem norte-americano exibindo a cabeça da própria mãe após esquartejá-la chocou o país neste fim de semana. Bahsid McLean, de 23 anos, aparece sorrindo na imagem, feita com um telefone celular em frente ao espelho do banheiro de casa. Uma fonte da polícia disse que a imagem, divulgada pelo jornal New York Post e reproduzida por veículos em todo o mundo, é apenas uma de muitas encontradas no celular de Bahsid
Fonte: R7.com


Cenas como esta, no passado eram mais comuns do que se imagina

Hoje em dia nos faz questionar essas atitudes e instinto violentos. Talvez se adeque perfeitamente a frase: " A história sempre se repete". Um dos mais famosos que tiveram a cabeça decapitada foi  João Batista, primo de Jesus que teria sido detido em  Pereia, a mando do Rei Herodes Antipas I em  26 d.C.. ele foi levado para a fortaleza de Macaeros (Maqueronte), onde foi mantido por dez meses .  Herodias, por intermédio de sua filha, tradicionalmente chamada de Salomé, conseguiu convencer o Rei a matar João, e a sua cabeça foi-lhe entregue numa bandeja de prata. Na Idade Média, a execução por esquartejamento ficou comum na Inquisição e onde fosse interesse da Coroa. Em 1792  em Minas Gerais a condenação de Tiradentes,  na luta pela Independência do Brasil, o mártir foi enforcado e posteriormente lhe foi cortada a cabeça e o corpo dividido em quatro partes; em Campinas o escravo Elesbão foi condenado ao enforcamento,seguido de esquartejamento,  decapitação e decepação de suas mãos, a cabeça foi enviada à vila de Jundiaí, onde  deveria ficar em poste em lugar público, enquanto as mãos ficariam na vila de Campinas também em poste em local para exposição pública; Lampião ou simplesmente,Virgulino Ferreira e seu grupo, tiveram as cabeças arrancadas e os corpos esquartejado quando  foram presos pela tropa do Tenente João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva, que lhes abriram fogo com metralhadoras portáteis; O rei Henrique VIII , idealizador do Anglicanismo durante a conspiração da pólvora esquartejou católicos romanos,tendo sido condenados a além de esquartejamento, a decapitação. A guilhotina, esse objeto que manchou de rubro o chão do planeta Terra  por absurdo que pareça, derivou do projeto de um médico humanitário, o doutor Guilliotin, que enviou a recomendação da sua fabricação à Assembléia Nacional em 1789. Menos de três anos depois, uma máquina de matar em massa começou a ceifar vidas durante a revolução, configurando-se em ato comum durante longo ciclo. Para constar transcrevemos um trecho mórbido "ipsis littere":  


A primeira experiência
"Repleta teu cesto divino com cabeças de tiranos...
Santa Guilhotina, protetora dos patriotas,
Rogai por nós.
Santa Guilhotina, calafrio dos aristocratas,
Protegei-nos!"
Prece revolucionária, 1792-1794




Como vemos várias mentes do passado tinham o hábito de cometer essas atrocidades para que servisse de "honra" a divulgação das cabeças decepadas, pois só se satisfaziam desde de que os outros vissem como "troféus" as cabeças de suas vítimas. Provavelmente se aquela época existissem celulares seria como o jovem assassino norte americano que esses ignóbeis fariam. Em verdade ainda temos no planeta pessoas em diversos estágios que cultuam os mesmos hábitos do passado criminoso. Conquanto o artista mude o figurino de uma cena para outra, conserva a individualidade, daí a necessidade de vigilância continuada a fim de resistirmos o mal e buscarmos o bem em totalidade. Felizmente a grande maioria dos habitantes do orbe terreno são seres já mais adiantados. E a prova desse adiantamento moral é que se antigamente tais mortes causavam festas e sentimento de confraternização para com assassino e seu "troféu", hoje gera aversão aos fatos violentos que vemos serem noticiados.


Jefferson Leite     


Paula Fernandes e a intolerância religiosa




Depois que admitiu, em entrevista divulgada pelo programa Show Business, ser adepta da doutrina espírita, a conhecida cantora e compositora Paula Fernandes foi vítima, nas redes sociais, de uma sucessão de mensagens agressivas e desrespeitosas, provenientes principalmente de adeptos da religião conhecida pelo nome de Testemunhas de Jeová, os quais certamente pensam que ser espírita é ter parte com Satanás, uma implicância antiga para com o Espiritismo que não é fruto apenas de preconceito, mas principalmente de ignorância do que vem ocorrendo nos arraiais do Cristianismo.

A entrevista de Paula Fernandes pode ser vista clicando-se neste link: https://www.youtube.com/watch?v=x5HfyMKLPqI

Coisa curiosa! As mensagens de intolerância religiosa vieram de adeptos de uma religião que publica a título de apresentação no seu site oficial -http://www.jw.org/pt/ - as seguintes palavras:
“Mesmo vindo de centenas de grupos étnicos e falando centenas de idiomas, somos unidos pelos mesmos objetivos. Acima de tudo, queremos honrar a Jeová, o Deus da Bíblia e o Criador de todas as coisas. Fazemos o nosso melhor para imitar a Jesus Cristo e temos orgulho de ser chamados cristãos. Todos nós dedicamos tempo à obra de ensinar as pessoas sobre a Bíblia e o Reino de Deus. Visto que damos testemunho, ou falamos, sobre Jeová Deus e seu Reino, somos conhecidos como Testemunhas de Jeová”.

Lemos no Evangelho segundo Marcos:
“E João lhe respondeu, dizendo: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demônios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós. Porquanto, qualquer que vos der a beber um copo de água em meu nome, porque sois discípulos de Cristo, em verdade vos digo que não perderá o seu galardão”. (Marcos 9:37-41.)  (Os grifos são nossos.)
Toda a celeuma que se formou entre a cúpula das religiões cristãs – católica, protestante, evangélica – e a doutrina espírita advém da conhecida proibição firmada por Moisés relativa à consulta aos mortos.

Parece, pois, que os cristãos, ao prender-se às palavras do condutor dos hebreus, dão mais valor ao Antigo Testamento do que ao Novo, que consubstancia os atos e os ensinamentos de Jesus, bem como as lições e os exemplos deixados por seus apóstolos.
Ora, a passagem do Cristo pela Terra revela, a cada passo, seu intercâmbio constante com o Plano Superior, seja em colóquios com os emissários de alta estirpe, seja dirigindo-se aos aflitos desencarnados, no socorro aos obsessos do caminho, como também à equipe de companheiros, aos quais se apresentou em pessoa, depois da morte. E os próprios discípulos conviveriam com o fenômeno mediúnico, especialmente a partir dos extraordinários acontecimentos registrados no dia de Pentecostes comemorado imediatamente após a Páscoa da ressurreição.

No Brasil, frei Boaventura Kloppenburg, o mais ferrenho adversário do Espiritismo em nosso país; na Itália, o padre Gino Concetti, comentarista do Osservatore Romano, órgão oficial do Vaticano; na França, o padre François Brune, autor do livro "Os Mortos nos Falam" – todos eles admitem os fatos mediúnicos e as relações entre nós e os mortos. Enfatizemos: entre nós e os mortos, não entre nós e os demônios, porque estes, felizmente, não existem.

Em entrevista concedida à Rede Globo de Televisão e, antes, à agência Ansa, Gino Concetti tornou pública a nova postura da Igreja com relação à mediunidade e às relações entre nós e os falecidos.

Disse então o padre Concetti que a Igreja não somente admite a comunicação com os mortos, como reconhece que ter um contato com a alma dos entes queridos que já partiram para o Além pode aliviar os que tenham, porventura, ficado perturbados com esse transe. "Segundo o catecismo moderno – explicou o teólogo – Deus permite aos nossos caros defuntos que vivem na dimensão ultraterrestre enviar mensagens para nos guiar em certos momentos da vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os falecidos, sob a condição de que elas sejam levadas com uma finalidade séria, religiosa e científica."
Em face de depoimento tão claro a respeito das relações entre nós e os que partiram, não causa surpresa nenhuma o que frei Boaventura Kloppenburg escreveu em seu livro "Espiritismo e Fé", no qual afirma que os católicos, tanto quanto os espíritas, admitem:
a) que os falecidos não rompem seus laços com os que ainda vivem na Terra;
b) que eles podem, portanto, nos socorrer e ajudar;
c) que os Espíritos desencarnados podem manifestar-se ou comunicar-se perceptivelmente conosco;
d) que tais manifestações podem ser de dois tipos: espontâneas e provocadas. As espontâneas são as que têm sua origem ou iniciativa no Além, como a do anjo Gabriel (Lucas, 1:26-38). As provocadas são as que têm sua iniciativa no mundo físico, como, por exemplo, o caso do rei Saul, que evocou Samuel por meio da pitonisa de Endor (Samuel, 28:3-25).
Quanto ao padre François Brune, pesquisador católico da Transcomunicação Instrumental, que se dedica ao intercâmbio entre nós e os Espíritos por meios eletrônicos, eis o que escreveu no livro a que nos referimos:
“Interrogar sobre as origens, no pensamento ocidental, desta recente ideologia do nada, não é o meu propósito. O mais escandaloso é o silêncio, o desdém, até mesmo a censura exercida pela Ciência e pela Igreja, a respeito da descoberta inconteste mais extraordinária de nosso tempo: o após-vida existe e nós podemos nos comunicar com aqueles que chamamos de mortos.

Escrevi este livro para tentar derrubar esse espesso muro de silêncio, de incompreensão, de ostracismo, erigido pela maior parte dos meios intelectuais do ocidente. Para eles, dissertar sobre a eternidade é tolerável; dizer que se pode vivê-la torna-se mais discutível; afirmar que se pode entrar em comunicação com ela é considerado insuportável. 

O padre e teólogo que sou quis, como se diz, certificar-se completamente da verdade. Por que todos esses testemunhos deveriam ser, a priori, considerados suspeitos? Quando o conteúdo das mensagens e das comunicações gravadas reúne, como eu demonstro, os maiores textos místicos de diversas tradições, existe nisso mais que uma simples coincidência. Eu acompanhei, pois, e estudei apaixonadamente os resultados das pesquisas mais recentes nesse campo. As conclusões deste trabalho ultrapassaram minhas previsões: não somente a credibilidade científica das experiências de comunicação com os mortos encontra-se confirmada e não pode mais ser posta em dúvida, mas a prodigiosa riqueza dessa literatura do além reanimou em mim o que séculos de intelectualismo teológico haviam extinguido”. (Os Mortos nos Falam, Edicel, 1991, p. 15.)

Não poderíamos terminar estes comentários sem lembrar o depoimento de um pastor da Igreja Presbiteriana, Nehemias Marien, admirado e respeitado por suas ideias e pelo trabalho que desenvolveu ao longo da vida.

Nossa colega Fátima Farias lhe perguntou: Como o senhor encara os sucessivos ataques de pastores ao Espiritismo?

O pastor Nehemias Marien respondeu:
“Bom, como eu diria, nossos amados irmãos são aliados. Estamos todos no mesmo barco, mas eles fazem parte da artilharia. O artilheiro é o soldado, que vem lá atrás. A infantaria somos nós, a Doutrina Espírita, aqueles que vão lá para frente. A artilharia, ao abrir espaço à frente, solta as bombas, mas são muito ruins de cálculos matemáticos, erram os cálculos e acabam dizimando os próprios aliados. É o que acontece, criticando o Espiritismo, que está na mesma dimensão espiritual. Eu os chamo, vamos dizer assim, de bonsais espirituais, aquela plantinha que não cresce. Lá em Tóquio vi todo um horto só de bonsais, bonitos, mas não se desenvolveram espiritualmente. Estes que atacam nossos irmãos espíritas e outras tradições, com as quais não concordam, são uma espécie de pitbulls”. 

(A entrevista completa do pastor Marien pode ser vista clicando neste link: http://www.espirito.org.br/portal/artigos/ffarias/nehemias-marien.html.)


sábado, março 02, 2013

Alunos da USP ficam pelados em trote para hostilizar feministas em São Carlos


Um trote organizado por veteranos da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos terminou em baixaria na tarde da última terça-feira (26). Alguns alunos chegaram a ficar pelados e fizeram gestos obscenos para hostilizar um grupo de feministas que protestava contra o "Miss Bixete", espécie de concurso de beleza a que as calouras são submetidas.

As estudantes, membros da Frente Feminista de São Carlos, reclamam da forma como as novatas são tratadas.
Alunos da USP São Carlos hostilizaram feministas durante trote
É uma exposição absurda das meninas. Por mais que elas não sejam obrigadas fisicamente a participar, há uma grande pressão dos veteranos, e das veteranas também, para que elas façam aquelas coisas. Afirmou a estudante Loiane Vilefort, integrante do movimento, que tentou convencer as calouras a não participar do trote.

Por meio de nota, a direção da USP São Carlos afirmou que é veementemente contra qualquer ação que cause constrangimento, e que abrirá procedimento administrativo para identificar os envolvidos.
Fonte: Uol


O fato acima citado reflete uma realidade ainda em nossa sociedade. No próximo dia 08 estaremos comemorando O Dia Internacional da Mulher, que nos vem lembrar as mulheres russas que lutaram por melhores condições de vida e trabalho, fato que marcou o início da Revolução de 1917, e a reportagem ocorrida com os alunos da USP nos convida para pensarmos o papel das mulheres e sua importância na vida dessa nossa sociedade contemporânea. Não mais podemos permitir que atitudes inconsequentes criem discriminação de qualquer tipo, uma vez que todos somos irmãos, criados por um Deus único, soberanamente justo e bom. Numa sociedade em ascensão como a nossa, convém pensarmos a questão dos "trotes" como um retorno as barbáries e portanto algo que fere a integridade moral, intelectual e em alguns casos até física das pessoas. Alegria sim, mas abusos nunca.

Jefferson Leite  


Mãe de oito gêmeos disse sentir nojo dos filhos

Nadya Suleman que deu à luz óctuplos no ano passado e tem 14 filhos disse que odeia as crianças e gostaria de não as ter tido.


'Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse a mãe (Foto: AP)
(Foto: AP )
'Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse a mãe 

A americana Nadya Suleman, que ganhou fama ao dar deu à luz óctuplos em 2009, disse que sente nojo de seus filhos.

Ela afirmou ainda que ama as crianças, mas que ''gostaria de não tê-los tido''.
''Eu odeio bebês, eles me dão nojo'', disse a mãe em entrevista à revista Touch.
Nadya teve seus filhos após ter se submetido a um tratamento de fertilização in vitro e deu à luz por cesariana.

Ela acabou se tornando uma celebridade e ganhou o apelido de ''octomãe''.
A mãe de 36 anos também chamou seus outros seis filhos de ''animais''.
'Meus seis filhos mais velhos são animais, porque eu não tenho tempo de criá-los.''

Nadya afirmou que costuma se refugiar no banheiro para chorar e ''ter um pouco de paz''.
A americana disse estar participando de um reality show de namoros na TV para poder ganhar dinheiro a fim de criar seus filhos.
As afirmações devem reforçar dúvidas a respeito da capacidade da americana de cuidar de seus filhos, que já haviam sido expressas na ocasião do nascimento das crianças.





A família é a haste que nos liga a Deus. 

É impossível conceber a evolução sem a presença do conceito familiar, pois se assim o fosse estaríamos retrocedendo ao primarismo da desordem e o caos. Se o ser humano desempenha inúmeros papéis na vida física, o de maior relevância se aplica no seio dessa organização primeira que comumente chamamos "célula da sociedade". Quando a Providência Divina confia aos pais e mães a tarefa de orientar os peregrinos que volvem as aragens terrenas, daí o direito de crescimento mútuo, mas também o dever de não medir esforços para orientar-lhes sob a prática do bem. No passado se creu numa escola como provedora da educação e formação exclusiva do caráter dos indivíduos, hoje entretanto nossos canais mentais mais abertos e perceptivos já sinalizam que o processo é mais interiorizado, onde a figura dos genitores é de inigualável valia para a maturação psicológica da criança.

Se os pais são ásperos no trato com os outros, os filhos tendem num comportamento espelhado a refletir tal aspereza; se em casa o diálogo é feito por gritos e verbetes chulos, os educandos em alguns casos se tornam pessoas que tenham dificuldade em expressar suas idéias etc. A influência familiar acrescenta muito aos caracteres de personalidade, muito embora seja a criança uma individualidade que carrega em si mesma um gérmen de reminiscências próprias, ela também reproduz o meio em que vive e cresce. Os pais como educadores corporificam para os filhos "arquétipos" a serem seguidos, daí a responsabilidade quando falhamos na educação desses.

Não podemos negar que atualmente as crianças estão muito a frente de seu tempo, tendo maior domínio sobre os eletroeletrônicos, sobre idiomas, sobre as ciência enfim. Na atualidade um aluno do 9º ano consegue ter mais conhecimento que Galileu Galilei (1564 -1642) em sua época, daí conclui-se como a Terra esta evoluindo intelectualmente, contudo deverá evoluir concomitante, moralmente. O conhecimento empírico na criança é muito grande, pois dotada de observação suas repetições e atenção do que e como os outros fazem, vão tornando-a apta a "saber fazer", entretanto as evidentes consequências devem ser fornecidas pelos pais antes de tudo. Milhares de adolescentes são vitimas de acidentes com veículos, pois não tinham habilitação, no entanto os pais lhe haviam "deixado sair porque sabiam dirigir". A sensualização precoce é fator responsável pelo grande número de adolescentes e até crianças grávidas, pois em alguns casos as conversas dos pais giram em assuntos que estimulam antecipadamente esse apetite sexual. O consumo de álcool, cigarro e até outras drogas por parte dos pais pode servir de estímulos para que também venham experimentar tais substâncias na busca de "conhecer gostos", constituindo um passo para o vício.

Ser pai e mãe e nesse caso não nos referimos somente a "quem faz", mas sim a todo aquele que figura como tal, é ter a compreensão de que boa parte dos destinos de uma ou mais vidas foram colocadas em nossas mãos para que auxiliemos nesse processo complexo que é a educação. Se falharmos, haveremos de mais cedo ou tarde, ter de prestar contas diante do "tribunal da consciência", sendo assim, evitemos o descuido e tenhamos em mente que esses seres que chamamos filhos, são cidadãos cósmicos do Universo que precisam de nós e que assim também nós precisamos deles para juntos alcançarmos a evolução.

"É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais."
Coelho Neto




Jefferson Leite

sexta-feira, março 01, 2013

A depressão piora as outras doenças?




A depressão pode se manifestar em diversos estados e estágios da vida, tendo causas variadas de origem  "endógena", ou seja no interior da criatura, partindo dos desajustes emocionais e das varias descargas energéticas no organismo de forma desregulada. Ela se manifesta na forma de melancolia gritante que carrega consigo oscilações de humor e comportamento frente a vida cotidiana, também chamada de depressão maníaca. O maníaco depressivo em alguns momentos se vê altamente feliz, noutros profundamente triste, gerando até o desejo do suicídio  O grande desafio é manter-se regularmente equilibrado entre o desejo precipitado de comprar tudo o que não se utiliza, declarar um amor a quem nunca se soube gostar, mandar mensagens de carinho a todos inclusive aqueles que não são muito próximos. Quando vem a morbidez é a negativa de si mesmo e da felicidade até então declarada, o desejo de vingança, a elaboração de planos ardilosos com o objetivo de prejudicar a fulano, beltrano ou ciclano. As células nervosas se acham nesse momento em desalinho para com suas reações químicas, já não ocorre nesse instante o controle das emoções. Naturalmente nem todos reagem da mesma maneira , pois os organismos são diferentes e suportam de forma diversas as mesmas situações ou semelhantes, em muitos casos se aplicam com o acompanhamento médico o uso de antidepressivos que não chegam e produzir efeitos salutares em 40% dos pacientes tratados somente com os medicamentos , com relação a dependência ela pode não aparecer fisicamente, no entanto psicologicamente geralmente incide em necessidade condicional por parte da criatura.

A depressão endógena pode se manifestar em todas as idades, em alguns casos gerando a perda de prazer ou desejo de viver, a sensação de apatia e desânimo, pode provocar lentidão, fraqueza,alterações no sono, desinteresse sexual, aumento ou diminuição do apetite, etc. Segundo estatísticas  calcula-se que de 15 a 20% da população mundial passou por depressão em algum momento e na realidade o que ocorre é que o tempo da depressão pode oscilar em cada caso variando  de dias até anos a fio. As mesmas estatísticas afirmam que as mulheres possuem em relação aos homens, o dobro de chances de desenvolver a depressão e sua incidência seria maior em locais  de temperatura mais fria. Podemos dizer que um acontecimento pode despertar a depressão, sendo para ela um marco o que pode vir desde a alimentação, genética, estilo de vida, rejeição, término de relacionamento, conflito no trabalho etc, além de iniciarem a depressão, também podem servir esses fatores para o agravamento da patologia. Os antidepressivos buscam reequilibrar a serotonina e a  noradrenalina entre outras substância químicas no cérebro do indivíduo com o objetivo de retomar o estado de normalidade, contudo nem sempre somente a medicação é suficiente para a libertação da criatura do transtorno da depressão endógena.
A causa mais comum relatada de início da patologia  por pacientes depressivos é a MORTE. 

A sensação de perda de quem amamos pode gerar um vazio profundo, causando amargor íntimo e a negativa da felicidade, daí nasce a depressão que por tratar-se de natureza interna pode demandar muitos ciclos de luta contra o transtorno. Em muitos casos a revolta pelo falecimento da pessoa querida pode significar uma "briga" com a Divindade e esse duelo vai trazendo os agravantes da depressão.  Os neurotransmissores geralmente precisam ser aguçados, pois até mesmo a modulação das dores pode estar diminuída em pacientes depressivos, as emoções em desajuste, muitas doenças físicas podem ser agravadas como deficiências cardiovasculares, infarto, a "síndrome do cólon irritável"( flatulência, dores abdominais, náuseas), entre todas as dorsalgias, a dor de cabeça (cefaléia) é a mais comum entre deprimidos, não podendo esquecer as dores lombares e musculares. Podemos dizer que a depressão é o maior incapacitador do mundo, pois chega a pior várias enfermidades, daí a necessidade de investigar os pacientes com dor cônica, pois figuram com pacientes se acham dentro da faixa de risco da depressão e a irritabilidade tende a complicar o quadro clínico, portanto a depressão reduz a expectativa de vida. 

As situações estressoras do dia- a -dia vão acumulando as toxinas mentais e a tal ponto que se torna necessário muito além das fórmulas medicamentosas, a mudança de hábitos, a terapêutica do auto perdão, além de atividades físicas. Enquanto não se quebrar os paradigmas que levaram a criatura a enfermar, não se logrará a cura, quando muito o paliativo que se arrasta por longos períodos e de forma nítida não resolve os problema. Se pode e até deve recorrer a equipe multidisciplinar com o objetivo de somar esforços no sentido de libertar a criatura dos traumatismos, todavia é necessário o querer da pessoa humana. O autoconhecimento pode e deve libertar o ser das peias do passado trágico que pode anteceder a vida  embrionária ou fetal, fazendo com que a criatura queira se reequilibrar diante da vida,sendo sabedora de que o planeta nos oferece um estágio nesse mundo que tão logo avançará para a regeneração. A sensação de culpa do passado deve ser banida da consciência coletiva do orbe terreno, contudo como "a evolução não dá saltos", essa mudança ocorre para cada um segundo seu momento próprio e sua evolução, mas fica a certeza de que já estamos melhores e rumando para a perfeição relativa.

"A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, que deve ser enfrentada com serenidade e altivez."

                       Joanna de Ângelis

Jefferson Leite