segunda-feira, dezembro 09, 2013

Aparentes Injustiças





Entre historiadores, filósofos ou sociólogos, é corrente a ideia de que a evolução de uma sociedade se reflete na sua legislação.

Segundo essa análise, quanto mais justas e ponderadas forem as leis de determinado povo, maior o seu desenvolvimento coletivo.

Assim, percebemos que situações que eram aceitas há algum tempo, hoje são motivo de escândalo.

As leis de hoje a ninguém concedem o direito de lavar sua honra, através do duelo, como no passado, sem estar sujeito a penalidades legais.

Porém, tal prática ainda era corrente no Século XIX.

Não podemos hoje conceber que homens e mulheres tenham direitos diferenciados ou que as mulheres sejam vítimas de preconceito.

Porém, a legislação não possibilitava seu direito ao voto e restringia sua atuação no mercado de trabalho, nas primeiras décadas do Século XX.

Para alterar essas situações, inúmeros foram os juristas, estudiosos, filósofos e legisladores que, de boa fé, buscaram desenvolver leis cada vez mais justas.

E os mecanismos da justiça vêm sendo aperfeiçoados ao longo do tempo, visando proteger e garantir o bem-estar e a justiça para todos.

Muito embora o esforço e dedicação e, apesar do progresso indubitável das estruturas jurídicas na sociedade, ainda há muita injustiça a grassar no mundo.

Isso porque trazemos em nossa intimidade grande soma de imperfeições, que se refletem na sociedade.

Como não temos perfeita consciência das leis de justiça e fraternidade, agimos movidos por sentimentos diversos que os da correção das ações e da justeza dos atos.

E assim, porque não primamos pelo respeito às leis e aos direitos de nosso próximo, geramos injustiças. Ao mesmo tempo, nós mesmos também podemos ser atingidos pelas injustiças da sociedade.

Conhecedor da natureza humana como ninguém, Jesus, percebendo nossas dificuldades íntimas e de relacionamento, nos preveniu a respeito.

Não foi por outro motivo que nos ensinou que as bem-aventuranças estariam com aqueles que têm fome e sede de justiça.

De forma nenhuma queria indicar o Mestre que deveríamos estar à mercê dos injustos e dos maus.

Lecionou-nos a resignação frente a impositivos em que não temos como atuar em nossa defesa ou nos salvaguardar.

Portanto, perante as injustiças que acontecem no mundo, das pequenas às de grande monta, que tenhamos a coragem da humildade e da paciência para enfrentá-las.

Perceberemos, um dia, que muito melhor nos será perecer da injustiça que soframos, do que sermos os semeadores dela.

Preferível sempre sofrermos a sua ação, mesmo não lhe compreendendo os motivos, de imediato, do que procurar fazer justiça com as próprias mãos.

Assim, sejamos daqueles a primar pelo certo, pelo justo e pelo bem.

E, se as limitações e dificuldades daqueles que nos cercam nos atingirem com o peso da injustiça, entreguemo-nos a Deus, confiando na sua sempre soberana Justiça.

Pensemos: a Justiça Divina é infalível e a todos alcança. Os aparentemente injustiçados de agora estamos ressarcindo passados compromissos infelizes.

Logo mais, a plenitude nos alcançará.

Autor
Momento Espírita


Sobre o Autor
O Programa Radiofônico Momento Espírita, produzido pela Federação Espírita do Paraná, desde 1992, tem revelado números muito interessantes. Sua redação é composta por uma Equipe de Voluntários que, sem desejar fazer proselitismo, elabora textos, sempre embasados na Doutrina Espírita, que levam a mensagem da esperança, bom ânimo, da alegria de viver a quem sintonize em uma das mais de 200 emissoras de rádio, espalhadas nos vários Estados do nosso Brasil, cadastradas no site www.momento.com.br Além disso, já são 12 CDs e 7 livros, contendo as seleções dos mais belos e mais solicitados textos, disponibilizados ao público na Livraria Mundo Espírita e em diversos outros locais, em todo o Brasil. O site www.momento.com.br , abrigado no www.feparana.com.br já ultrapassou a casa dos 5.000.000 acessos, desde a sua criação, em 28 de março de 1998. Mais recentemente, o site do Momento Espírita em espanhol, reativado em janeiro de 2007, vem registrando igualmente maior número de visitas para os seus mais de 200 textos disponibilizados. Ainda não muito conhecida, a versão em inglês já ultrapassa 100 textos. Estão cadastradas para a recepção em seus e.mails, três a quatro vezes na semana, entre segunda e sexta, mais de 44.000 pessoas. Trata-se do Momento em Casa - MEC que, a cada dia, tem acrescentados cadastramentos espontâneos. Após longo processo, a Federação Espírita do Paraná alcançou êxito e adquiriu os direitos patrimoniais de uso e gozo da marca nominativa MOMENTO ESPÍRITA, conforme a Lei de Propriedade Industrial 9279/96.

Referência
Redação do Momento Espírita. Do site: http://momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=3985&stat=0

domingo, dezembro 08, 2013

O melhor presente é o amor



Alice estava muito brava. Seu irmão de cinco anos, Pedrinho, havia quebrado o aparelho de som que ela ganhara dos pais como presente de aniversário.
Alice sonhara tanto em ganhar esse aparelho, e agora ele estava todo quebrado. Pedrinho pegara-o sem permissão e, levando-o para a sacada do apartamento, deixara que ele caísse, despencando no espaço e espatifando-se na calçada, lá embaixo.
 
Indignada, o coração de Alice se enchera de raiva e ela pôs-se a gritar:
— Eu nunca vou perdoar você, Pedrinho!
E o garoto, chorando, explicava:
— Eu não fiz por querer, Alice! Eu só queria ouvir música, como você faz!
— Mas por que não pediu? Eu mostraria a você como fazê-lo funcionar!
A mãe, preocupada com a briga, tentou acalmar a filha:
— Alice, querida, tenha paciência com seu irmão. Ele não fez por querer!
— Não quero saber, mamãe! Eu nunca mais vou falar com esse pirralho!
E saíram ambos chorando, cada qual para seu lado.
No entanto, o Natal se aproximava. Toda a cidade se iluminava com luzes coloridas, árvores decoradas e lojas com belas vitrines. Nos lares, tudo convidava à união e ao amor, lembrando o nascimento de Jesus. Mas Alice mantinha-se irredutível. Não perdoaria o irmão. A mãe, preocupada com a filha, abraçou-a certo dia, e disse:
— Querida, agora você já é quase uma mocinha, está crescendo bastante; é responsável e estudiosa, cumpridora dos seus deveres, e tudo isso é muito bom. Todavia, precisa desenvolver mais paciência e compreensão com aqueles que ainda não são como você!
— Ah!... Já sei! A senhora quer que eu perdoe o Pedrinho.
— Não, filha. Isso só você mesma pode fazer, porque diz respeito ao seu coraçãozinho. Mas lembre-se: a mágoa é ferrugem que corrói nosso interior. Então, peço-lhe apenas que pense; procure recordar-se de como você era quando tinha a idade dele. Logo chegará o Natal, que é uma festa de amor, e precisamos estar unidos.
— Eu sei. Comemoramos o aniversário de Jesus.
— Isso mesmo. Mas Natal também significa abrirmos nosso coração à tolerância, à compreensão, ao perdão, enfim, ao amor ao próximo, como Jesus nos recomendou. E quem é o nosso próximo mais próximo?
A menina baixou a cabeça, mantendo-se calada.
Ela entendera perfeitamente o que a mãezinha quisera lhe explicar. E pensou: “Oh, Jesus! Ajude-me a resolver este problema com meu irmão”.
De repente, ela pôs-se a lembrar de tudo o que fizera quando era menor, das broncas que levara, dos castigos por fazer coisas erradas. Até de fatos que nem recordava mais. E agora, pensando no irmão, Alice sentiu que seu coraçãozinho se transformava, como se uma névoa escura saísse, deixando-a limpa por dentro, novamente bem consigo mesma e com os outros.
Sentindo-se mais aliviada, ela pensou: “Tenho que fazer as pazes com Pedrinho! Mas como?”
Nesse momento, a mãe, que vinha da cozinha disse:
— Alice, precisamos montar nossa árvore de Natal!
— Pode deixar, mamãe. Eu monto – respondeu a menina.
Justo naquele instante, o irmão entrou na sala: calado, triste, de cabeça baixa. E sentindo ter encontrado a resposta para a conciliação, aproveitando a oportunidade, como se nada tivesse acontecido entre eles, Alice pediu:
— Pedrinho, você me ajuda a montar a árvore de Natal?
A expressão do menino mudou. Arregalou os olhos, alegre por ver que a irmã, afinal, voltara a falar com ele.
— Claro que ajudo!...
Então, a partir dessa hora, trabalharam juntos para montar a árvore. E, a cada novo enfeite que colocavam, mais se desfazia a mágoa da irmã.
 
Quando terminaram o serviço, acenderam as luzes. A árvore estava linda!
A mãe veio ver o resultado, e ficou admirada:
— Meus filhos, esta é a Árvore de Natal mais bela que já tivemos!
E Alice, dando a mão ao irmãozinho, concordou:
 
— Tem razão, mamãe. É que ela foi feita com muito amor. Não é, Pedrinho?
O garoto abraçou a irmã, agradecido.
— Você me perdoa, Alice? Não quebrei seu aparelho de som por querer.
— Esqueça isso, Pedrinho. O amor que nos une é muito mais importante.
Na noite de Natal, selada a paz no lar, reuniram a família para comemorar o aniversário de Jesus com uma prece de agradecimento por tudo que tinham recebido naquele ano e pela presença do Mestre em suas vidas, através de suas lições.
Para surpresa de Alice, a vovó Catarina entregou-lhe um lindo pacote de presente.
 
Ao abrir, Alice teve uma grande surpresa: era um tocador de CDs bem mais moderno e menor que o outro que quebrara.
Abraçou a vovó e o vovô, agradecida pela gentileza deles que, sabendo do problema gerado na família, resolveram presenteá-la dessa forma.
No entanto, olhando para o irmãozinho, abraçou-o feliz e disse, diante de todos:
— Obrigada, vovó! Mas eu descobri que, na vida, o melhor presente é o amor que damos e recebemos de retorno!
 
                                                     MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em Rolândia (PR), em 3/12/2012.)

"Cidadão" o retrato da maior parte das famílias brasileiras...

Nesse dia dedicado as famílias fico aqui pensando em quantas famílias vitimadas pela desigualdade social;
Me detenho refletindo sobre os filhos desse Brasil que ainda possuem pouco ou quase nenhum acesso aos bens que segundo a lei são básicos e direito de todos;
Peso o valor da religiosidade dessa gente que tanto luta no dia a dia contra o materialismo ainda tão presente em nossa sociedade;
Existem canções que gosto muito e essa é uma delas, me atrevo a ensaiar deixando realmente minha emoção tomar conta de meu EU interior;
Essa música é uma verdadeira prece da alma onde o compositor Lúcio Barbosa se faz intérprete da agonia desse nosso povo da "Terra do Cruzeiro";
A canção foi gravada por Zé Geraldo em 1979 e a mim me impressiona profundamente sua beleza e atualidade;

Que todos esses cidadãos recebam a divina companhia de Jesus hoje e sempre!



Considerações sobre a família




Estamos comemorando hoje O Dia da Família. Não podemos de forma alguma conceber a vida evolutiva  da criatura humana sem o instituto da família. Mais que uma mera convenção humana, a família obedece uma programação prévia que surge no plano espiritual.
Nesse momento em que a Terra recebe espíritos mais avançados para a transformação no orbe nesse tempo de regeneração. Não podemos desconsiderar os laços espirituais que se estendem acima dos laços consanguíneos e que em verdade nos levam muitas vezes a certa afinidade com pessoas ditas "estranhas" serem maiores com aqueles os quais recebemos em casa. Sendo a verdadeira vida familiar transcendente à morte, daí aquela sensação de perda deve ser em nós trabalhada pouco a pouco, pois a distância é apenas uma lacuna e mais cedo ou mais tarde haveremos de nos reencontrar.
Logicamente não devemos pensar e refletir na família somente em um dia no ano, mas em todos os dias, todavia de forma emblemática esse dia se destaca para que possamos lançar nossos pensamentos na direção do Alto como firme propósito de tentarmos sermos mais dóceis no seio familiar. 
Todos temos dificuldade de relacionamento, entretanto o caminho é nos esforçarmos por sermos compreensivos para com a faltas alheias e lutarmos contra nossas próprias faltas.

Feliz dia da família!

                                                            Jefferson Leite  

sábado, dezembro 07, 2013

Tenho vivido demais


Tenho tentado aprender                                              
Tentado não morrer
Tenho vivido demais
Tentado ter paz
Tentando me esquecer
Me esquecer de uma curva da estrada
De uma luz apagada
Que me deixou tão sozinho
Tenho vivido demais
Dando voltas por esse caminho
E se a vida acabar repentinamente?
Talvez eu me ache em algum lugar...
Ou mesmo me esqueça de sonhar...

Jefferson Leite

Modelo organizador biológico


Página psicografada na noite de 21 de Agosto de 2008 no Centro Espírita Vicente de Paulo na cidade de Patrocínio do Muriaé-MG:







Manifestam-se os recursos empíricos no que tange a problemática do perispírito. Outrora quando declinara o codificador Allan Kardec buscou fazer menção ao perisperma das frutas, qual camada que lhe recobre a membrana.
Se desejasse percorrer o vocábulo judaico encontraria referências ao neplesh, outrossim vasculhando a indumentária etimológica dos hindu, lá se abeira o KHA; demonstrado na assertiva paulina, o corpo espiritual, ou de antanho corpo incorruptível.
Em verdade, o homem na sua caminhada continuada tem buscado experiências demais valiosas a respeito da vida louvável dessa energia que ainda existe tanto a descobrir.
Contudo chega-se o tempo de que se retoma a ciência como fanal de abertura para os preceitos da religião.
Estamos na busca destas verdades constantes. Em muitos casos de enfermidades que ainda se experimenta na psicosfera planetária, boa parte delas são apenas o resultado de cargas e descargas que se imantam no modelo organizador biológico, em muitos casos através do pensamento.
Enquanto boa parte das terapêuticas se ocupam de tratar a matéria densa que se formam os corpos, se afastam da chamada realidade subjetiva de um corpo menos denso, muito embora ainda seja corpo.
Enquanto as medicações halopáticas se ocupam dos efeitos a homeopatia se ocupa das células do perispírito, por isso numa cronologia terrena, é mais lenta.
O pensamento como força motriz nas relações entre o Universo pode compor uma série de complicações que ultrapassam uma encarnação, pois na verdadeira realidade que é a espiritual o tempo é relativo.
A medida que as pessoas começam a valorizar as questões da psiquê acabam observando que esse ser tridimensional além da essência (espírito), possui esse envoltório semi material (perispírito) e finalmente a matéria mais grosseira e perecível (corpo).
Os traumatismos que se imantam requerem uma mudança de hábitos para alteração da realidade perispiritual de cada ser.  

Fraternalmente,

Ramatis

Cada um tem sua missão




Na Terra ou onde estiveres
Lembra que sobre ti pesa um dever
De ajudar a que te pede
Pois caridade não se mede
Servir sem estremecer,
Cada um veio aqui para bem desempenhar
Sua missão tão valiosa
Desde o riacho profundo
Ao satélite desse nosso mundo
Passando pela beleza de uma rosa...
Se a vida é um poema divino
Escrito na lousa do amor
Nós somos qual esboço de um menino
Nas letras santas do Criador,
Desde de sábios cientistas
Ou filósofos sem igual
São tantas e tantas conquistas
Frutos de nossas escolhas... no plano espiritual
Aquele luta, sofre e sua
A outra embala ao peito
O corpo de uma criança nua
Aquele na fartura da vida
O outro sendo exemplo de uma história esquecida
Aqui, ali, ou onde formos
Todos somos iguais
Para os desígnios Divinos não existem maiorais
No lar, na relva, na selva ou num palácio
Cada um tem seu papel, cada qual com seu valor
Da África, da Ásia, do Lácio
Nossa maior missão sempre chamará amor.


Jefferson Leite