terça-feira, junho 25, 2013

Itaperuna deu um exemplo


Foto Blog do Adilson Ribeiro


Ontem muitos ou quase todos os comerciantes fecharam as portas de suas lojas por conta da manifestação, não porque a maioria fosse favorável, mas porque acreditavam que seriam praticados atos de vandalismo, depredação e até furtos. Resultado: a cidade realmente parou. Itaperuna que é cortada pela BR 356 em sua extensa Avenida Cardoso Moreira foi palco de um brilhante espetáculo democrático e pacífico. Tais comerciantes terroristas contrataram seguranças para as portas de suas lojas, como se estivessem a lidar com bandidos ou primatas, no entanto nada houve que tirasse a beleza dessa manifestação. Até e principalmente o poder público se acovardou num silêncio profundo como é costume dos tiranos sem argumentação, entretanto só se ouvia a voz do povo cantando o Hino Nacional e palavras de ordem, sempre promulgando a paz. As portas da Prefeitura foram trancadas a cadeados e em seu entorno até a Tropa de Choque da PM foi chamada, para prevenir o que graças a Deus e ao povo dessa cidade não aconteceu. Tão bom seria se órgãos de segurança tivessem o mesmo rigor para coibir a vergonha dos furtos de veículos no centro da cidade, mas nessa hora parece que a polícia some, quando é para "encarar" bandidos.O Prefeito num ato infeliz decretou encerramento das atividades públicas do município e até a Câmara Municipal que teria reunião às dezoito horas não teve expediente,tudo isso por medo, medo de quem há nove meses atrás eles suplicavam um voto de confiança e faziam juras de amor ao som de seus singles eleitorais, como a coisa muda...
Foto Blog do Adilson Ribeiro

Vi muitos e muitos jovens que saíram de sua zona de conforto por acreditarem que cada um junto pode fazer a diferença, no entanto também vi idosos aqueles aos quais a madureza não os fez desacreditar de que é possível sempre melhorar, lá estavam as crianças também, cedo aprendendo que temos direitos. Pessoas de todos os credos, mostrando que "o reino de Deus" só poderá acontecer se começarmos de hoje e não basta só orar é preciso agir. O medo que antes havia tomado conta de boa parte da população cedeu lugar a coragem de se formarem cada vez mais guerreiros anônimos que lutam por uma causa social e coletiva. Em 124 anos de emancipação político administrativa de Itaperuna, pela primeira vez nossa cidade demonstrou a maturidade suficiente para dizer que seu povo não quer mais "viver de migalhas". Com uma passagem que é uma verdadeiro assalto (R$ 2,20) e uma única empresa que leva o nome de Santa Lúcia que de santa não tem nada, nosso povo não mais suporta essa concessão pública que diga-se de passagem, em 2005 o então Prefeito Jair Bittencourt concedeu  mais vinte anos para explorar o transporte público coletivo.
Ao povo em geral dessa "cidade querida cheia de encantos sem par..." nossos votos de sucesso não somente na causa da passagem, mas sim por mais saúde, educação e políticas públicas de qualidade. Que o grito desse povo seja ouvido por aqueles agentes públicos que devem ter a dignidade de oferecer " a cara" e vir sem medo, pois quem lhes convoca são os verdadeiro patrões: o povo. A todos realmente nossos votos de muito êxito nessa luta que ainda não teve fim, mas que permanecerá a todos inspirando e encorajando. Aos terroristas e pessimistas ficou a certeza de que o povo de Itaperuna é um povo que sabe o que quer, mas com muito respeito e paz.

Parabéns Itaperuna! Parabéns a União dos Estudantes de Itaperuna! Parabéns a todos que vieram pra rua!



Jefferson Leite

ITAPERUNA - FOTOS DA MANIFESTAÇÃO





                      Fotos de: Mery Clize Almeida


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Foto de: Blog do Adilson Ribeiro
















segunda-feira, junho 24, 2013

Itens da Irritação




Enquanto no clima da serenidade, consideremos que a irritação não é recurso de auxílio, sejam quais sejam as circunstâncias.

O primeiro prejuízo que a intemperança mental nos impõe é aquele de afastar-nos a confiança dos outros.

A cólera é sempre sinal de doença ou de fraqueza.

As manifestações de violência podem estabelecer o regime do medo, ao redor de nós, mas não mudam o íntimo das pessoas.

Sempre que nos encolerizamos, complicamos os problemas que nos preocupam, ao invés de resolvê-los.

O azedume que venhamos a exteriorizar é, invariavelmente, a causa de numerosas perturbações para os entes queridos que pretendemos ajudar ou defender.

Caindo em fúria, adiamos comumente o apoio mais substancial daqueles companheiros que se propõem a prestar-nos auxílio.

A cólera é quase sempre a tomada d e ligação para tramas obsessivas, das quais não nos será fácil a liberação precisa.

A aspereza no trato pessoal cria ressentimento, e o ressentimento é sempre fator de enfermidade e desequilíbrio.

Em qualquer assunto, de apaziguamento e aprendizado, trabalho e influência, aquisição ou simpatia, irritar-se contra alguém ou contra alguma cousa será sempre o recesso inevitável de perder.


(Emmanuel)
Chico Xavier

Conversa em Caminho




Você tem uma vida para construir: 
é a vida que Deus lhe deu.
Precisamos do auxílio dos outros a fim de seguir adiante, no entanto, cada qual de nós deve caminhar por si mesmo. 

Seja você mesmo, evitando disfarces que lhe complicariam a própria existência.
De qualquer modo, a lei de ação e reação funcionará, entregando-nos aquilo que ofertamos de nós. 

Sonhe, mas raciocine e raciocine agindo.
Reconheça o seu poder mental de modificar as circunstâncias ou criá-las e use-o com o seu próprio esforço no Bem. 

Aceite os outros tais quais são...
... com as qualidades e fraquezas que lhes assinalam a vida para não se perder em queixas injustas. 

Não se envergonhe de falhar temporariamente...
entretanto, erga-se para servir com mais segurança, na base da experiência.
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André Luiz
Chico Xavier

O garoto do terminal




Terminal de ônibus. Manhã de frio e neblina forte. Muitos se acotovelam, aguardando a condução que os haverá de conduzir ao trabalho ou à escola. Entre tantos, alguém chama a atenção da jovem que também aguarda.

É um menino de uns dez anos, não mais. Pele morena, blusa de lã, cabelos cortados rente. Olhos pequenos, infinitamente pretos, agitando-se nas órbitas.

Vez ou outra, de forma quase contínua, ele levava a mão esquerda à boca e ela percebia que ele estava cheirando cola. Era um viciado.

Tão pequeno, tão indefeso e penetrando já por vielas tão obscuras.

Poderia ser meu filho, pensou a jovem. Não fosse eu a mãe dedicada e que tem a possibilidade de deixar o próprio rebento aos cuidados de pessoa nobre, enquanto trabalho.

Poderia ser meu filho, continua a pensar ela. Não estivesse eu, aqui na Terra, ao lado do filho de minhas entranhas.

Poderia ser meu filho se eu não desfrutasse dos valores dignificantes que o cristianismo propõe e que repasso a cada dia, para meu filho.

Sentiu que as lágrimas lhe chegavam aos olhos. Onde estaria a mãe daquela criança? Saberia o que seu filho estava fazendo àquela hora da manhã?

Seu olhar encontrou o do pequeno, que logo desviou os seus dos olhos dela, incomodado.

Ela cedeu ao impulso e se aproximou. Ele se retraiu. Estranha cena. Ela estendeu a mão e lhe acariciou a face, depois a orelha.

Achegou-se bem perto e começou a lhe falar ao ouvido.

Falava tão baixo e de forma tão doce, que chamou a atenção do companheiro do garoto que também se aproximou, desejando ouvir.

Ela lhe falou dos perigos da droga, dos problemas que ela lhe causaria ao cérebro tão novo. Problemas para o restante da sua vida.

Depois foram palavras de afago, de ternura que brotaram daqueles lábios jovens. Palavras que lhes acenavam com esperança e reconforto.

Os meninos ouviram nos primeiros instantes. Depois se tornaram desconfiados e pulando a amurada, debandaram.

O carinho dela os havia afugentado. Pequenas aves assustadas, sem ninho. Acostumadas a pedradas, a olhares de reprovação e impiedade, não podiam imaginar que aquela pessoa falasse a verdade.

Assustaram-se como aves que fogem aos passos apressados dos caminhantes nas calçadas.

A jovem ainda ficou ali um tanto mais, acompanhando-os com o olhar, até os ver sumirem no mar da multidão.

Poderia ser meu filho, falou para si mesma, não estivesse ele protegido em meu lar, sob os afagos do carinho e os cuidados da maternidade e paternidade responsáveis.

*       *       *

Enquanto prosseguimos nos digladiando em nome de ideias diferentes a respeito desse ou daquele ponto de vista, sobre esta ou aquela forma de interpretação das passagens evangélicas, a morte ronda os passos dos filhos de ninguém.

Muitos deles não chegarão à juventude, porque têm a infância agredida e os anos roubados pela droga.

Enquanto isso, o apelo de Jesus prossegue: Deixai que venham a mim os pequeninos, e não os impeçais...

E qualquer dessas coisas que fizerdes a um desses pequeninos, a mim mesmo o fazeis...



Redação do Momento Espírita.

domingo, junho 23, 2013

Esforço e colheita



Cansado de viver na cidade, onde o movimento o incomodava, Jonas resolveu comprar um pequeno sítio em lugar distante para viver mais junto à natureza.
Logo apareceu um homem que lhe ofereceu um sítio por valor razoável, e com seu jeito de vendedor habituado a convencer as pessoas, dizia:
— Meu amigo Jonas! O sítio é uma beleza, as terras são férteis e cultivadas! Vocês não precisarão levar nada, pois a casa está mobiliada! É chegar lá, vender a colheita de milho e começar a ganhar dinheiro. Além disso, vocês poderão pagar o sítio com esta casa onde moram e mais uma pequena parcela.
Jonas, que tinha uma reserva de dinheiro, encantado com as palavras do vendedor, consultou a esposa, que ouvia a conversa:
— O que acha, Maria?
— Eu concordo, Jonas. Também quero mudar desta cidade onde não se tem mais paz — ela respondeu.
Assim, realizado o negócio, colocaram suas coisas sobre uma carroça, deixando o resto na casa, uma vez que não teriam necessidade, e partiram para o sítio que seria sua nova moradia. Iam contentes e animados. Tudo era novidade. 
 
Após alguma dificuldade para encontrar o caminho, chegaram à nova propriedade. Abriram a porteira e entraram, percorrendo algumas centenas de metros até chegarem defronte da casa. Descarregaram a carroça, deixando o cavalo livre para pastar.
No dia seguinte, animados, Jonas e Maria
foram conhecer suas novas terras. Porém, com grande espanto, viram que grande parte do terreno estava invadido por espinheiros. Não havia plantação de milho e muito menos colheita. Nem pasto para o cavalo.  
Jonas e Maria puseram-se a chorar. Como fariam para sobreviver? O dinheiro que tinham era pouco! Apenas o suficiente para eles se manterem nos primeiros dias e até vender a produção do sítio. Mas, e agora?
Como Jonas era um homem de fé, convidou Maria para orar.
— Senhor Jesus! Sabemos que cada um colhe o que planta, e reconheço que nós não fomos precavidos, fazendo um negócio sem maiores informações. No entanto, Tu nos disseste também que no campo do Senhor encontraríamos dificuldades, tropeços, espinheiros e ervas daninhas. Por isso, rogamos tua ajuda nesta hora, Senhor! Mostra-nos o caminho, pois não sabemos o que fazer!
Após a oração, foram descansar.
No dia seguinte, Jonas acordou e foi para o campo. Estava certo que o Senhor o ajudaria. Caminhou um pouco e um pensamento surgiu em sua mente: Jesus enfrentou todos os problemas e sacrificou-se pela humanidade inteira, deixando suas lições de amor, trabalho e redenção.
Jonas voltou correndo para a casa e disse à mulher:
— Maria, diante dos obstáculos que surgem, nós não podemos cruzar os braços e desanimar. Jesus nunca desanimou! É preciso que nos disponhamos a agir. Assim, vamos trabalhar com coragem e determinação.
— Mas Jonas, e os espinheiros?!... — indagou a esposa, surpresa.
— Maria, teria o Mestre desanimado diante de espinheiros, se não o fez diante dos sofrimentos que enfrentou? Então, se nossos problemas são esses, vamos enfrentá-los. Se nosso terreno está tomado por espinheiros, vamos arrancá-los! Lavrar este solo duro e adubá-lo com nosso suor e lágrimas. Além disso, sempre poderemos contar com a chuva benéfica que cai do céu, pela bênção divina. E, procurando, podemos encontrar fontes no meio do mato que nos ajudem na tarefa de melhorar a terra para o plantio.
 
O marido falara com os olhos brilhantes, e as palavras ditas com entusiasmo encheram Maria de novo ânimo. Na mesma hora, pegaram as enxadas e começaram a tarefa de limpar o terreno.
Jonas ainda tinha um pouco de dinheiro que lhe restara, que usou para comprar alguns alimentos essenciais na vila mais próxima e bastante milho, que, moído, serviria para a alimentação deles, e em
grãos, para os cavalos e para o plantio. 
Andando pelo sítio, descobriram um manancial que corria cristalino entre as pedras. Com cuidado, eles abriram um pequeno canal que levasse água para o terreno já limpo.
Assim, jogaram os grãos na terra, cobrindo-os, e esperaram a germinação, limpando outro trecho do terreno ainda cheio de espinheiros.
Naquela semana, como bênção do Alto, uma chuva fina começou a cair. Logo, todo o terreno estava coberto pelo verde das plantinhas delicadas que se transformariam em lindos pés de milho.
 
Algum tempo depois, todas as pessoas que passavam pela estrada podiam ver o belo milharal que se estendia a perder de vista.
Satisfeitos, Jonas e Maria agradeciam a Jesus pelas bênçãos recebidas.
Mas, no fundo se seus corações, eles sabiam também que se não tivessem trabalhado duro, de sol a sol, nada
teriam conseguido, pois fora o próprio Mestre que dissera:
“Ajuda-te a ti mesmo que o céu te ajudará.”
 
                                                         MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 13/5/2013.)

Fonte: O Consolador

Que tal?




É sempre tempo de recomeçar: de fazer novos planos; acertar com aquela pessoa que amamos, mas ainda teimamos em tentar negar; de revivermos boas emoções; de construirmos um novo caminho que nos leve a felicidade. 
É sempre útil fazermos aquela visita que estamos adiando há algum tempo; é sempre bom dar um presente sem que tenhamos uma data especial para fazê-lo.
Podemos tornar o mundo mais colorido com atitudes nobres, sendo mais solícitos sem bajulação; mais amigos sem insistência; mais fiéis aos nossos ideais, sem ser chato com os outros.
Fomos premiados com mais um dia no calendário da imortalidade, dando-nos novas chances de acertos nessa etapa de crescimento emocional. Hoje iniciamos mais uma semana: que tal ligarmos para alguém agora só para perguntar como ela vai? Podemos mandar uma mensagem meio sentido, somente para mostrar que estamos por perto se precisar. Enfim, eu e você podemos nos unir e pensarmos no bem, procurarmos fazer o bem e finalmente, nos sentirmos muito bem.

Ótimo Domingo! Ótima semana!



Jefferson Leite